
Há alguns anos atrás um amigo meu que hoje é presidente do mais novo país do Mundo dizia-me que tinha aprendido no mato que politica é: -“ A Arte do Possível”.
Esta frase anda comigo há já algum tempo porque não a consigo entender. Não consigo perceber o que “ele” quis dizer com ela.
Nos últimos dias comecei a ouvir dizer aos políticos que: -“este orçamento é o orçamento possível”.
Fez-se luz, mas depressa se fundiu porque esse amigo meu era e é incapaz de trair os seus princípios. Podem-no acusar de muitas coisas mas nunca de traidor. Por isso é que fiquei às escuras!
Em causa as possibilidades do possível do nosso orçamento.
Acho (acho porque hoje certeza são cada vez menos), que ouvi há uns tempos que iam aumentar os impostos do tabaco e dos combustíveis. Para que não se pagassem portagens nas SCUTS e lá fizemos o “favor” de em Junho ou Julho começarmos a descontar mais uns “tustos” para a colecta.
Ora além de ouvir o Ministro das Finanças –, de quem não sei o nome e também não quero saber –, a dizer que para o ano (2006) provavelmente algumas SCUTS vão ter portagens e que no O.E. do próximo ano os impostos do tabaco e combustíveis vão aumentar (outra vez). Foi aqui que bloqueei por completo. É que ouvi o ministro, o tal que é Primeiro, dizer que este orçamento não contemplava aumento de impostos! Serei eu o doido ou a “Arte do Possível” é enganar o próximo? O próximo não, porque os que estão próximos “deles” estão todos bem.
Vamos fazer só umas pequenas continhas, e tentar entender como nos comem os impostos:
Para ir de casa para o trabalho tenho de ir de carro devido ao meu horário, e à hora a que saio não há transportes públicos (para onde vão impostos meus? Meus não. Nossos).
O carro quando o comprei tive de pagar IVA e IVVA (este ilegal, mas que se dane), mais o imposto de circulação.
Depois o gasóleo: penso que são setenta e muitos por cento de imposto, mas não contentes com isso, tenho de pagar a portagem da ponte que está mais que paga e re-paga. (é um imposto quer queira, quer não). Se pensar que não posso ir nu e a roupinha que trago no corpo teve de pagar 21% de IVA, a ouvir rádio para a qual pago na factura da EDP -, isto para não falar nos imposto que já tive de pagar à cabeça quando recebi o ordenado - e daqueles que pago quando vou às compras para comer…
O melhor é não pensar nisto, porque vou enlouquecer. Eu e os restantes 10 milhões de compatriotas, retirando apenas uns quantos eleitos que têm reformas quando querem e lhes apetece, carros pagos pelos nossos impostos, indemnizações a premiar a incompetência pagos pelos nossos impostos! E mais, mas não posso dizer…
Não devo pelo menos! Não seria educado nem ético da minha parte.
Será que é isto que o meu amigo queria dizer, com a frase –“A politica é a arte do possível”?

Afinal para que servimos nós? Só para pagar impostos? Se não sobra mais nada para gastar, como querem eles que se gere riqueza para o país? Só se quiserem que a gente vá roubar! Mas onde se está tudo vazio?
Desculpem a minha angústia mas é que eu tenho filhos pequeninos para criar e não sei que futuro estes”Políticos” lhe reservam.
Apeteceu-me"Na impossibilidade de ser, há a possibilidade de acreditar" Charles de la Folie