Mais um ano (esperei alguns dias só para ver como estava tudo)
Ele ai está… O novo ano. Com ele, parece que tudo de bom vem ai.
Durante um ano fazem-se as maiores atrocidades, barbaridades, cometem-se os maiores erros, e… pois e… e depois julgam que se chega a dia 31 de Dezembro na passagem para o dia 1 de Janeiro tudo se esquece, que começa tudo de novo.
Claro. Não sei o que passa na cabeça das pessoas, sejam elas o que forem – governantes, governados, patrões, assalariados.
Parece que parou tudo no tempo. Que se congelou com este frio e que acabou a crise. Que as famílias não estão endividadas, que não anda meio mundo com a corda ao pescoço.
Agora que está ai o novo ano, as pessoas estão outra vez desafogadas, sem dividas o nosso pais parece não estar em crise.
O que me parece é que continuam a atirar-nos areia para os olhos, agora com o Lisboa – Dakar é mais fácil aparecer areia para atirar vindas daqueles desertos, sim porque tem se esquecido da areia das nossas praias que poderiam ser uma enorme fonte de rendimento, mas… não deve haver ai ninguém com interesses nessa área, por enquanto.
Claro que em tempo de vacas gordas, como o outro ano já se foi e com ele tudo de mau foi atrás podemos continuar com os nossos projectos megalómanos.
Por acaso gostava de ter visto a mais alta cascata de fogo de artifício do Mundo, para poder gritar estamos em Portugal, isto é Portugal o nosso Governo é o maior dá-nos coisas maravilhosas, mas não vi porque a RTP estava de Greve, só não entendi porquê, não era suposto com o novo ano os problemas laborais terem terminado?
É verdade que deve ter sido muito bonito, se o de Sidney foi lindíssimo, o de Pequim fenomenal, o de Nova York magnifico, o do Rio de Janeiro genial, imagino que aquele tenha sido de outro planeta já que foi a maior cascata do Mundo.
Voltando a areia do deserto, também descobri que as asneiras dos nossos políticos também terminaram com a entrada de um novo ano. Por exemplo um ilustre político da nossa praça dizia: “ que o Rali Lisboa – Dakar devia continuar a sair de Lisboa devido as nossas ligações com Africa.”
Ora, será que os franceses não têm nada a ver com Africa? E os espanhóis também não? E o holandeses? Só nós ilustres portugueses, somos detentores de toda a cultura Africana. Será que o D. Sebastião continua as suas conquistas na Africa Subshariana?
É verdade que não temos a culpa dos disparates dos nossos governantes. Não temos ponto e virgula, temos aparado todos os golpes que nos tem dado de toda a forma e feitio. E continuamos a cair em todas as histórias e lérias que nos contam.
Começo a duvidar do nosso passado e da nossa história. E começo a perceber porque os Italianos chamam aos penetras “portuguesinhos”.
Apeteceu-me
"Se não há mudança, porque é novo?" Charles de la Folie


