domingo, janeiro 15, 2006

Ora aqui está o que é bom para a tosse

(Desculpem lá mas tive de mudar a musica ouçam bem lá esta pequena maravilha- Drugstore - El Presidente não é uma musica nova mas ouçam esta versão)

Mais um ano (esperei alguns dias só para ver como estava tudo)
Ele ai está… O novo ano. Com ele, parece que tudo de bom vem ai.
Durante um ano fazem-se as maiores atrocidades, barbaridades, cometem-se os maiores erros, e… pois e… e depois julgam que se chega a dia 31 de Dezembro na passagem para o dia 1 de Janeiro tudo se esquece, que começa tudo de novo.
Claro. Não sei o que passa na cabeça das pessoas, sejam elas o que forem – governantes, governados, patrões, assalariados.
Parece que parou tudo no tempo. Que se congelou com este frio e que acabou a crise. Que as famílias não estão endividadas, que não anda meio mundo com a corda ao pescoço.
Agora que está ai o novo ano, as pessoas estão outra vez desafogadas, sem dividas o nosso pais parece não estar em crise.
O que me parece é que continuam a atirar-nos areia para os olhos, agora com o Lisboa – Dakar é mais fácil aparecer areia para atirar vindas daqueles desertos, sim porque tem se esquecido da areia das nossas praias que poderiam ser uma enorme fonte de rendimento, mas… não deve haver ai ninguém com interesses nessa área, por enquanto.




Claro que em tempo de vacas gordas, como o outro ano já se foi e com ele tudo de mau foi atrás podemos continuar com os nossos projectos megalómanos.
Por acaso gostava de ter visto a mais alta cascata de fogo de artifício do Mundo, para poder gritar estamos em Portugal, isto é Portugal o nosso Governo é o maior dá-nos coisas maravilhosas, mas não vi porque a RTP estava de Greve, só não entendi porquê, não era suposto com o novo ano os problemas laborais terem terminado?
É verdade que deve ter sido muito bonito, se o de Sidney foi lindíssimo, o de Pequim fenomenal, o de Nova York magnifico, o do Rio de Janeiro genial, imagino que aquele tenha sido de outro planeta já que foi a maior cascata do Mundo.
Voltando a areia do deserto, também descobri que as asneiras dos nossos políticos também terminaram com a entrada de um novo ano. Por exemplo um ilustre político da nossa praça dizia: “ que o Rali Lisboa – Dakar devia continuar a sair de Lisboa devido as nossas ligações com Africa.”
Ora, será que os franceses não têm nada a ver com Africa? E os espanhóis também não? E o holandeses? Só nós ilustres portugueses, somos detentores de toda a cultura Africana. Será que o D. Sebastião continua as suas conquistas na Africa Subshariana?
É verdade que não temos a culpa dos disparates dos nossos governantes. Não temos ponto e virgula, temos aparado todos os golpes que nos tem dado de toda a forma e feitio. E continuamos a cair em todas as histórias e lérias que nos contam.
Começo a duvidar do nosso passado e da nossa história. E começo a perceber porque os Italianos chamam aos penetras “portuguesinhos”.

Apeteceu-me

"Se não há mudança, porque é novo?" Charles de la Folie

sábado, janeiro 07, 2006

... 1 ano

Foi a um ano que tudo começou





Este foi o meu primeiro Post:


Pancada l

...«Mãe porra já basta, já estou acordada, que merda, já não chega o raio da dor de cabeça que tenho e ainda vens para aqui pôr-te aos beijos a lambuzar-me toda».
Se havia coisa que mais odiava era ser acordada com beijos .
Guardem os beijos para, sei lá para quem haviam de servir os beijos, cada vez que me lembro de beijos lembro-me sempre de cerveja, de imperiais, quando a espuma esta a cair e uma pessoa sorve ruidosamente, e depois olham todos para nós com aquele ar de desaprovação, que só apetece logo a seguir arrotar a camionista, e despentea-los a todos.
Que chatice, já eram 8 e meia da manhã, que grande porcaria, até estava com medo de subir as persianas, e levar com aquela luz toda de uma vez só nos meus olhos, parecia o milagre de Fátima, cheio de cor e luz .
Mas o que precisava agora mesmo era de uma velinha em honra de Nossa senhora dos Gregos ou do gregório ou coisa parecida, que enjoo que enjoada que estava e gravida garanto-vos que não estou .
Do outro lado só ouvia a minha mãe a zurzir de um lado para o outro, «a Palmira isto a Palmira aquilo», a Dona Henriqueta ainda me gasta o nome, que engraçado e que estranho mas sempre me lembro de tratar a minha mãe por Dona Henriqueta, porque seria???
Pois sei lá, também nunca ninguém me explicou porque é que o Stevie Wonder não podia ver o Ray Charles , eles que até pareciam pessoas muito simpáticas, porque teriam assim um ódio tão grande.
A minha cabeça rodopiava a noite tinha sido de borga, o mais curioso é que não me lembrava porquê, estava, com uma estranha sensação, o Cérbero estava entorpecido, lembrava-me que era sábado, que tinha qualquer coisa para fazer e não sabia bem o quê, trabalhar não era de certeza , emprego também não tinha , fundo muito menos fundo de desemprego claro, porque não fazia a mínima ideia do que era trabalhar, lá no fundo até que sabia mas era um fundo tão longínquo, que não o queria imaginar, bom só se fosse nu.
Grande pedrada que eu ainda tenho em cima, nestes dias tudo o que me vinha a moleirinha era disparate, se não era disparate era dor, dor por dor prefiro mesmo o disparate, eu sei que a maior parte das pessoas dificilmente conseguem, compreender o porquê de uma rapariga dizer e fazer tanto disparate, não é pelo disparate é pela rapariga em si, não conseguem conceber isso no seu meio palmo de testa, uma rapariga a dizer disparates e a fazer disparates, muito menos a enterrar uma panela pelos «cornos» de um gajo abaixo ,bom a história do Vasco fica para outras núpcias, «pera» lá !!
Eu disse núpcias ??
Pois, ora núpcias, núpcias ,está-me a tentar dizer qualquer coisa mas(...)
não chego lá por enquanto.
Eu quando estou assim, antes de conseguir abrir os olhos, todos remelosos ,gosto de estar de barriga deitada para cima, pernas abertas braços a agarrar na almofada, para a puxar para cima para me tapar as orelhas, é a maneira de eu não sentir nem dores nem o quarto a andar a roda, parece uma carrossel, anda que se desunha.
Entre as coisas que me vinham a cabeça era:
onde é que passei a noite, porque a passei, que me fizeram e porque fizeram e com quem fiz, atenção falo de copos, não falo de quecas isso são outros 500 paus, outras historias de um outro rosário quer dizer podem ser deste, mas só são quando eu quiser, e agora não quero mesmo pensar nisso, quero pensar quando conseguir alcançar a cozinha, que neste momento é inatingível e esteja lá o meu estrato de guaraná, o meu querido amigo desintoxicador hepático, uma coisa amarela, com um sabor horrível, parece que estão concentrados em 20 ml, 20 kilos de açúcar, mas é tiro e queda .
É espantastico, fabulástico, incrivelmente arrebatador de ressacas e pedradas. Só peço a todos os santinhos que ainda tenha algumas bombinhas, daquelas, porque se não tenho estou perfeitamente lixada com PH, é coisa para me suicidar, tipo enforcar-me pela barriga, pois claro pelo pescoço depois faltava-me o ar, só espero que sim, aquelas pequenas garrafinha, foram uma dadiva de Deus(...)



Apeteceu-me
(aqui começa mais um capítulo de uma nova história que me sai da Alma e do corpo)


"Tudo passa depressa o problema é se temos tempo para o apanhar". Charles de la Folie

terça-feira, janeiro 03, 2006

Hoje estou muito feliz...

Passo a explicar... andava por ai a "gansinhar" (palavra utilizada pela minha mana)...e descobri um blog, mais que um blog uma das minhas musicas preferidas.
o blog é o da Lena d'água e a musica
















  • "armagedom"
  • .


    Mas lá pode-se encontrar uma carreira imensa e intensa de quem foi e ainda é (perdoa-me Lena) um "Sex Simbol" deste país.




    bem haja Estarás sempre presente no meu imaginário e nas minhas recordações, por certo vi-te umas dezenas largas de vezes.




    Apeteceu-me

    "Recordar ajuda a viver, a esperança ajuda a recordar." Charles de la Folie

    quarta-feira, dezembro 28, 2005

    BINOC


    Há uns tempos atrás, entrou-me um amigo pela minha sala dentro e diz: tens de ir ver este blog. Esse amigo meu, ou o meu amigo como queiram (esta é uma formula de encher o texto, e esta outra) dá pelo nome de Adamastor e reina no SUBSTRATO.
    O tal blog, encheu-me as medidas e fiquei logo invejoso de que teve tamanha ousadia e criatividade.
    Falo do ABRUPTO SEXUAL do Blogger reconhecido internacionalmente Bino.
    Já não me lembro porque estou a escrever isto, áh já sei. Tudo porque estava a ouvir uma música e de repente comecei a imaginar o Bino.
    Com aquele ar indonésio e cabeleira farta, de estrela da musica asiática, vestido de cores garridas e de bengala. O pior é que no meu imaginário o Bino usa fio dental, não me perguntem porquê, mas usa.





    A grande verdade é que eu escrevo consoante a música que ouço e nunca o contrario, não procuro uma música que se encaixe, mas um texto que se encaixe na música.
    A outra verdade é que nem sempre isto se aplica…. Baralhados? Claro que sim eu sou um baralhado por natureza, não muita, mas adoro viver na confusão. Mas que confusão, nenhuma mesmo. Tudo isto para dizer Bino és o Maior.

    Apeteceu-me

    "A vida é feita de amizades, mas nem sempre feita de amigos" Charles de la Folie

    quarta-feira, dezembro 21, 2005

    ....

    Apetecia-me desejar as boas festas a todos... mas isso não é o que faz toda a gente?
    Não sou, nem nunca serei convencional. É claro que acredito no espírito de Natal, mas esse, partilho com os meus filhos, porque eles (ainda) são puros!!

    (…) Lembro-me para os lados do Caribe, no tempo em que nasceram os Bandoleros.
    Eram homens nobres, que cediam generosamente parte do que haviam roubado. Verdadeiros “Robin dos Bosques”, mas estes não são histórias, nem contos, nem hipocrisia alguma, “estes” existiram e deixaram um legado.
    (…) O calor sufocava, a suas botas feitas a mão e por medida, arrastavam atrás de si uma imensa nuvem de pó.



    O seu casaco de pele grossa, bordada a branco, com cordões que saíam da sua imaginação. Usava umas enormes esporas, mas somente para intimidar, naquela altura os cavalos ainda dormiam em sonhos distantes. Arrastava-se por aquelas paragens, com a boca esbranquiçada de saliva seca que esperava pelo momento de poder encontrar uma fonte para brutamente encher de agua todo a sua vestimenta com a água a escorrer pelos cantos da boca… como os porcos. A sua barba era cerrada e rala, meio esbranquiçada… lamina, somente o fio da sua inseparável faca com o cabo em madrepérola, oferecida a muitos anos pelo seu avô.
    A sua volta, um horror, um deserto de ideias, um vazio de cores, um interminável rasto de coisa alguma, assim como os dias, os intermináveis dias, de dia nenhum.

    Esta não é uma história, nem um conto de Natal, muito menos um estado de espírito, mas é a vida de um homem que nasceu para salvar um povo, numa ilha para os lados do Caribe. Perdeu-se na vida, perdeu a sua alma, conquistou um povo no ano em que nasceram os Bandoleros.


    Apeteceu-me



    “O espírito muitas vezes morre de tédio dentro de nós”! Charles de la Folie


    A todos um bom Natal, Bino chega aqui ao pé de mim...sim eu estou constipado... é Pardal.
    Beijos e Abraços e Boas Festas (no pelo que quizerem)

    sexta-feira, dezembro 16, 2005

    Dá-me um desejo

    Cada vez percebo menos o que se passa por cá no nosso Pais a beira-mar plantado.
    Parece e segundo o tribunal de contas que a CP está falida, é uma falência técnica daquelas como a RTP.
    Todos os dias ouço que os comboios estão atulhados de gente que é preciso mais e melhor.
    Se há gente, se existem passageiros como pode a CP dar prejuízo?
    Ora o tribunal de contas faz esta brilhante descoberta:

    “há departamentos na CP com mais chefes do que chefiados e que os gestores receberam 14 vezes despesas de representação, quando deviam ter recebido apenas 12”

    Isto só acontece na CP? Será?
    Que raio de crise há no nosso pais em que os políticos dizem que temos de encolher o cinto, mas só a alguns. Basta ver as empresas do PSI 20 e descobrir os milhões de lucro que têm. Mas quem beneficia com isso? Claro que não são os trabalhadores, não podem ser eles porque esses andam de cinto apertado por causa da crise. Mas essas empresas que dão lucro esquecem-se que o Pais está em crise e passam a vida a fazer publicidade (no meu entender enganosa), a tudo o que mexe. É quase mais rápida que a sua própria sombra, rápida, fácil e dá milhões… em dividas claro.
    O crédito é acessível e as pessoas são tentadas, o que fazemos quando estamos tristes, comemos um doce… e quando estamos muito tristes… ou então numa crise danada, claro que compramos um televisor LCD porque precisamos de estar animados apesar da crise, mas os senhores da televisão (publicidade) dizem que é fácil receber dinheiro, para comprar o quer que seja.
    Mas voltando ao comboio desta terra de pouca terra e muito talento. A CP está em falência e ainda se pensa no TGV? Claro que se pensa, o Pais está triste é preciso um miminho, mais que um miminho, muitos miminhos. Portugal é a imagem dos portugueses, é uma terra pobre de gente que quer a força ser rica ter mais do que pode e é capaz. Endivida-se e endivida-nos, hipoteca o futuro aos nossos filhos e porque não netos, na esperança de que eles nunca nos venham a conhecer, para mais tarde não nos cobrarem e nos dizerem:

    - “Onde estavas quando precisamos de ti”?



    "esta é a retrete de um TGV, é o mais próximo que arranjo"



    Apeteceu-me


    "Muitos passos que são dados, são dados em direcção a porra nenhuma". Charles de la Folie

    sexta-feira, dezembro 09, 2005

    Sonhos

    (…) Nunca foi muito de pedir seja lá o que fosse. Naquele dia, naquela madrugada, saiu porta fora na esperança que o seu sonho se concretizasse.
    Aquele cabelo desalinhado de quem acaba de acordar, os olhos ainda semicerrados, os cantos da boca ainda com resquícios de quem lambeu vários laivos de saliva que saíram com a emoção daquele sonho.
    Os sapatos ecoavam naquele paralelo, naquela pedra de calçada em que as sombras pareciam tremer com o frio seco da madrugada.
    O sol ainda estava escondido, muito longe dali. O casaco apertado com um cruzar de braços forte, contra o corpo que ainda escaldava da violência dos cobertores que apertavam naquela cama de casal ocupada por uma só alma.
    O passo era decidido, um passo ritmado pela ânsia de encontrar, de ter de poder usufruir de um sonho, de uma vontade, por vezes um devaneio meio misterioso e incompreendido.
    Os olhos começavam a abrir, as ramelas que se opunham começavam a quebrar-se tal qual gelo quando sente um whisky a encavalitar-se num a noite de copos.
    Olhar fixo, começava a sentir os cheiros, os cheiros da madrugada, da labuta que ninguém conhece, mas todos sabem que existe. Dos homenzinhos incógnitos que apanham peixe e o levam para a praça, nos homenzinhos que fazem o pão e o metem nas padarias, os homenzinhos que transportam os nossos sonhos, em envelopes cravados a selo.



    O seu sonho cheirava-lhe cada vez que se recordava, estava ali ao virar de uma esquina, começou a saborear aquela caminhada, olhou a sua volta, não viu ninguém que lhe fizesse frente ou mesmo que a fizesse esperar pelo seu sonho.
    E… ao virar a esquina, quando descruzou os braços, e fixou o seu olhar naquela velha casa, descobriu que os seus são conteúdos de coisa alguma, são promessas adiadas no dia a dia… mas ali estava de frente ao que mais sonhava. O mistério dos seus sonhos poderia ser desvendado a qualquer momento.
    Foi a i que percebeu, que no aconchego da sua cama aquele mistério duraria mais tempo, seria mais confortável, mais quente mais terno e que poderia acordar sempre que o desejasse.
    Olhou mais uma vez e virou-se de forma repentina e foi sonhar novamente a espera que o seu sonho lhe revelasse a verdade do seu medo.


    Apeteceu-me

    "Um dia vou-me cruzar com os pensamentos que se escondem na Lua" Charles de la Folie