(Fogo) Cruzado - è a substitutição da Pancada e da Ressaca ou seja o III Capitúlo.
(Narrador- Pedro mais conhecido por Pilitas)
(...) Caraças, umh que porra esta, o telefone a esta hora, que horas serão, sei lá parece que aterrei agora, raios 8 e meia, quem será que liga a esta hora deve estar louco, ás 8 e meia da manhã, nem que fosse para anunciar que a Christina Ricci, queria casar comigo, ou ter uma carrada, um rancho mesmo de filhos meus, claro que parava para pensar mas, nunca para casar isso seria cometer harakiri, a esta hora e nestas condições, nega, nega mesmo, não e não, faço birra, bato o pé, raios.
O telefone não para de tocar, onde está esta coisa, só assim percebo, entendo mesmo como é irritante o toque do telemóvel, percebo agora a cara das pessoas quando ele toca.
Isto não, não é, é uma garrafa de Vodka, umh, isto também não é !! É uma garrafita de Tequilla daquelas de avião, e mais uma, e mais outra e telefone nada, ups aqui está ele, dentro da bota belo sitio, belo mesmo.
Umh, deixa-me cá atender esta coisa, ainda não entendi bem o que se está a passar nesta cabeça,(agarro no telefone, encosto-o ao ouvido e deixo-me cair para trás).
Quem FALAAAA (a conversa desenrola-se, só com o Pilitas não conseguimos ouvir nada da chamada)
Umh tu a esta hora, sim?!
Que queres?
DESCULPA !?!
A sério?!
Estás a brincar, ai estás, estás.
Não estás?
A SÉRIO?
Estou tramado, mas como aconteceu?
Quando????
E mais alguém sabe?
Só eu?
E agora?
Enviaste o quê?
Por correio?!
Pela dona Henriqueta?
Ai valha me Nossa Senhora dos Aflitos
Estou para ver a cara do Vasco quando ele receber essa carta, quero estar, na primeira fila mas tenho que despachar.
Ciao, e boa sorte, até logo se precisares já sabes a Dra. Mónica fica no 1º andar.
Estava o baile armado, a coisa está complicada ali para aqueles lados, AHAHAHAHAHAHA (gargalhada sentida) e se me ria, aliás o que podia fazer eu numa situação daquelas, era das coisas mais engraçadas que tinha ouvido nos últimos tempos, até estava com vontade de fumar ali uma cacilhada e comemorar com uma tequilla bumbum ou Sunrise desde que tivesse Tequilla.
Agora que a coisa estava a assentar, estava a sentir uma tonturas, que até me arrepiavam a espinha, parecia que tinha levado com um balde de agua fria em cima e logo a seguir com um supositório.
Isto está lindo, está, mas mesmo assim apesar do que sinto, não consigo tirar este ar estúpido da cara, um misto de espantado, atónito, estupefacto, sei lá o que pensar, pensava lá eu que isto podia acontecer, o melhor é começar a mentalizar o Vasco para ele não abrir a carta, ou por outra para ele abrir a carta mas primeiro pensar que aquilo é engano, nem sei bem o que fazer, estava a pensar com os dinheiro que juntei, ao longo deste ultimo ano fazer a trouxa e apanhar o barco para o outro lado e descobrir alguém que me dê dormida, guarida ou coisa que o valha, já sei que vai sobrar para mim, ai vai, vai e depois se eu tenho paciência e jeito para estas coisas estou mixado, é um misto entre o acto de fazer amor e lixado com “efe” ou com Fê, com queiram, mas que estava, estava , MIXADO com letra grande.(...)
Apeteceu-me
Continua é tipo Duracel
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
sábado, fevereiro 26, 2005
Ayers Rock
(...) Ao longe ouviam-se os “Didgeridoos” há quem diga que estes sons saem dos antigos espíritos Anangu, aborígenes que à muito defenderam o Ayers rock.
Esperava-se pela noite, Alice Spring já tinha ficado para trás, eram ainda 11 horas da manhã, o termómetro já marcava 51 graus.
51 graus isso mesmo, era um calor áspero, seco, indelevelmente infernal, só o respirar queimava os pulmões, mas a verdade é que ali perto estava uma das 7 maravilhas do mundo, estava-se a muito poucos quilómetros, de um pedaço de sonho, de uma viagem a pensamentos que ninguém quer esquecer.
Conseguir ver o por e o nascer do sol, naquele sitio era ... aliás, estar ali era por si só um momento único.
Aquela Milenar elevação monolítica de Uluru, também conhecida como Ayers Rock era simplesmente fantástica.
Uluru é a caminhada a volta daquela rocha, daquela imensa rocha, da maior rocha do mundo é verdade, o ayers rock , é só a maior rocha do mundo, não é um segredo, mas gostava de poder murmurar isso, de segredar para ninguém saber, para poder guardar aqueles momentos só para mim, momentos de rara beleza, de uma raro conforto espiritual.
Esta rocha, este calhau, sei lá como designar esta enorme “coisa” tem 3,6 quilómetros de comprimento e 348 metros de altura desde a base.
Um lugar sagrado, era mesmo uma visão do que mais sagrado existe na Austrália, pelo menos para os aborígenes das tribos Pitjantjatjara e Yankunytjatjara — vulgarmente conhecidos pelos Anangu.
Mas o corpo apertava, o nervosismo era cada vez maior, a vontade de vomitar ansiedade era muito grande, o coração tornava-se pequenino para aquela vontade enorme de desejar, amar, amar tudo o que se mexesse, o momento, amar aquele momento.
Aquele calor fazia a terra, aquela terra laranja, cheirar a muita coisa, cheiros quase indecifráveis, custava a respirar, custava a sentir os cheiros mas eram muitos.
Aquela humidade, agarrava a roupa ao corpo, o suor ficava peganhento com aquela poeira que fazia uma mescla de sebo, de uma crosta que se pegava pelo corpo, que colava tudo o que por ali se movimentava.
Mas o que era isso perante aquela beleza, que em nada era uniforme, era um momento de rara formosura sim, se pensarmos naquela forma como um corpo de uma mulher, como um desejo imenso e intenso de ver, sentir, sonhar, desejar, querer possuir, tudo o que se possa imaginar e sonhar, não era uma mulher, mas era um momento de rara beleza.
A noite começava a cair lentamente, a temperatura começava a ficar mais suportável, e o sol começava a pôr-se, a descer, a esconder-se, e começava o show de cores, de transformações, mutações, aquela rocha uluru, era poesia, os sons que rasgavam a noite, tocados pelos aborígines nos seus didgeridoos arrepiavam, no meio de todo aquele calor havia uma sensação de frio, mas ao mesmo tempo uma sensação de bem estar, um contrasenso, mas era um absurdo o misto de sensações ao ver aquele pedaço de sei lá o quê a mudar, laranja, vermelho, alaranjado, avermelhado, rosa, rosado, um sem numero de cores de muitas cores, uma paleta enorme de mistura de cores, vivas, bem vivas.
Os cheiros, o som, a vista, as emoções, de tudo o que se possa pensar, nada chega a ser tão estupidamente magnifico.
A noite cai, o Ayers Rock fica negro, as estrelas testemunham os silêncios, os muitos silêncios que se escutam, o ar torna-se mais leve, a fauna começa a viver sai da sua letargia do calor do dia, uma hibernação diária, que se quebra como um feitiço quando a noite chega, sente-se vida muita vida, essa vida que se movimenta, que encanta, que se sabe que lá está mas não se vê, mas que guarda, zela e vigia aquela Milenar elevação monolítica de Uluru.
apeteceu-me
(Apetecia-me voltar para là e esperar pelo meu fim)
Praia (traiçoeira)
(...) Passeava descalça, pela praia, sentia aquela areia fina, muito fina e branca, a entrar-lhe pelos pés, ou seria os pés a enterrarem-se de prazer, aquele prazer, que é andar pela manhã na praia.
Os cabelos com a brisa, vagueavam-lhe pelo rosto, por aquele, pedaço de face pintado por alguém numa noite serena de Amor, por vezes, segurava algumas pontas daquele cabelo russo de tanto sol apanhar, segurava-as com aqueles lábios, quase sempre húmidos, vermelhos cor de sexo, finos como um leve sorriso, finos, lisos, macios elegantes, mas mais que tudo, de sabor inteligente .
Os olhos, escondiam-se por entre aquela “multidão” desgrenhada, mas viam-se que eram penetrantes e lancinantes.
Ali perto dos seus pés, teimavam em rebentar pequenas ondas, muito pequenas e sem fim, durante dias, meses, anos, séculos, sei lá, uma eternidade que elas ali estavam e, não paravam nem se cansavam de bater contra aquela areia, fina, tão fina, que outrora fora rocha, que foi sendo consumida e desintegrada até ficar, fina, tão fina.
Se não fosse a brisa o dia custava a passar o calor era tórrido, mas a brisa que vagueava pelo corpo, fazia sentir bem, estava na altura, de entrar de rompante por aquela agua límpida, transparente quase inocente, não fosse a sua historia e força e, já agora imensidão, de um azul esverdeado, ou de um verde azulado, custava a distinguir era uma água sem igual.
De um gesto quase divino, ante braços esticados mãos unidas, com os dedos a apontar para o fundo, de um salto, de abdómen quase liso ligeiramente dobrado, o seu corpo dilacera pela agua, como um punhal entra pela carne, por segundos aquele corpo perdeu-se, afundou-se pelas aguas calmas, que testemunhavam, a doce e hábil dança de baixo de agua.
Ao vir ao de cima o seu corpo parece sair da agua envolto numa bolha, numa enorme bolha de ar, o cabelo veio escorrido, de uma forma bela, as gotículas, a milhares de gotículas que se espraiavam por aquele corpo bronzeado, eram uma alucinação de prazer, de dar a volta a cabeça, um deslumbramento, sentir aquele sal, saborear o sal, era uma imagem de arrepiar, quando apoiava os lábios nos ombros e saboreava a agua salgada, ai via-se aqueles olhos, de uma cor desconcertante, um cinzento quase irreal,
O seu corpo, transbordava emoções, prazer sentimentos, a maneira de por o cabelo, de o molhar e sacudir, era de uma elegância desmedida, da sua boca saiam melodias das suas mãos caricias, como passava as mãos pelo corpo, para se refrescar, era de uma sensualidade a roçar o pecado, a maneira como tocava ao passar com as mãos pelos seios, firmes as mãos, firmes os seios, firme a sua ternura inocente do prazer que se apodera em momentos de grande sedução entre ela e o mar.
Mais um mergulho, mais um salto onde o seu corpo de esgueira, num ritual de gestos ritmados e simétricos, em perfeita harmonia entre a varias partes que se envolviam e abraçavam, a agua o seu corpo o fundo do mar, gostava de um gesto voltar-se para ver o sol, o céu de baixo de agua, era magnifico a luz, os raios do sol a penetrarem em varias direcções a dispersarem-se por ali, como se fosse uma paragem obrigatória, o azul do céu, mexia-se, andava em pequenas ondulações era um azul visto dali quase marinho com sabor a sal.
Por vezes sentia, a roçar-se por si, pequenos peixes, que fugiam, aos mais bruscos movimentos, mas voltavam sempre, aquele corpo, não largava cheiro a medo, transpirava confiança, e os pequenos peixes, colocavam-se ali como se um coral trata-se, tal era a beleza a pureza.
Aquele corpo, gostava de sentir pequenos toques, quer da agua, quer dos peixes quer da sua imaginação, sentir aquela volúpia, aquele deleite, sentir uma excitação interior percorrer os poros, aqueles poros que emanavam odores sexuais, todo aquele corpo, aquela perfeição de curvas alinhadas por carnes de outros apetites, sentiam as vontades proibidas.
A agua saltava-lhe do corpo, deslizava como gotas de óleo, faziam a luz do sol reluzir e reflectir aquela lindíssima e apetecível pele, mais um mergulho, desta vez o salto foi mais alto, muito mais alto, encarpou o corpo e de uma só vez, entrou como se diluísse por ali, viu-se naquelas aguas transparentes seguir ligeira e rapidamente em direcção a luz, estava próxima do clímax, de atingir o declínio da sua tensão.
E foi ai, em contra luz, que emergiu, mais reluzente do que estava, não se lhe reconhecia o corpo, nem as suas feições, a luz intensificava-se ao mesmo tempo via-se saírem das suas costas, largas e compridas asas, asas de anjo, a terra tinha parido mais um mito.
Apeteceu-me
Os cabelos com a brisa, vagueavam-lhe pelo rosto, por aquele, pedaço de face pintado por alguém numa noite serena de Amor, por vezes, segurava algumas pontas daquele cabelo russo de tanto sol apanhar, segurava-as com aqueles lábios, quase sempre húmidos, vermelhos cor de sexo, finos como um leve sorriso, finos, lisos, macios elegantes, mas mais que tudo, de sabor inteligente .
Os olhos, escondiam-se por entre aquela “multidão” desgrenhada, mas viam-se que eram penetrantes e lancinantes.
Ali perto dos seus pés, teimavam em rebentar pequenas ondas, muito pequenas e sem fim, durante dias, meses, anos, séculos, sei lá, uma eternidade que elas ali estavam e, não paravam nem se cansavam de bater contra aquela areia, fina, tão fina, que outrora fora rocha, que foi sendo consumida e desintegrada até ficar, fina, tão fina.
Se não fosse a brisa o dia custava a passar o calor era tórrido, mas a brisa que vagueava pelo corpo, fazia sentir bem, estava na altura, de entrar de rompante por aquela agua límpida, transparente quase inocente, não fosse a sua historia e força e, já agora imensidão, de um azul esverdeado, ou de um verde azulado, custava a distinguir era uma água sem igual.
De um gesto quase divino, ante braços esticados mãos unidas, com os dedos a apontar para o fundo, de um salto, de abdómen quase liso ligeiramente dobrado, o seu corpo dilacera pela agua, como um punhal entra pela carne, por segundos aquele corpo perdeu-se, afundou-se pelas aguas calmas, que testemunhavam, a doce e hábil dança de baixo de agua.
Ao vir ao de cima o seu corpo parece sair da agua envolto numa bolha, numa enorme bolha de ar, o cabelo veio escorrido, de uma forma bela, as gotículas, a milhares de gotículas que se espraiavam por aquele corpo bronzeado, eram uma alucinação de prazer, de dar a volta a cabeça, um deslumbramento, sentir aquele sal, saborear o sal, era uma imagem de arrepiar, quando apoiava os lábios nos ombros e saboreava a agua salgada, ai via-se aqueles olhos, de uma cor desconcertante, um cinzento quase irreal,
O seu corpo, transbordava emoções, prazer sentimentos, a maneira de por o cabelo, de o molhar e sacudir, era de uma elegância desmedida, da sua boca saiam melodias das suas mãos caricias, como passava as mãos pelo corpo, para se refrescar, era de uma sensualidade a roçar o pecado, a maneira como tocava ao passar com as mãos pelos seios, firmes as mãos, firmes os seios, firme a sua ternura inocente do prazer que se apodera em momentos de grande sedução entre ela e o mar.
Mais um mergulho, mais um salto onde o seu corpo de esgueira, num ritual de gestos ritmados e simétricos, em perfeita harmonia entre a varias partes que se envolviam e abraçavam, a agua o seu corpo o fundo do mar, gostava de um gesto voltar-se para ver o sol, o céu de baixo de agua, era magnifico a luz, os raios do sol a penetrarem em varias direcções a dispersarem-se por ali, como se fosse uma paragem obrigatória, o azul do céu, mexia-se, andava em pequenas ondulações era um azul visto dali quase marinho com sabor a sal.
Por vezes sentia, a roçar-se por si, pequenos peixes, que fugiam, aos mais bruscos movimentos, mas voltavam sempre, aquele corpo, não largava cheiro a medo, transpirava confiança, e os pequenos peixes, colocavam-se ali como se um coral trata-se, tal era a beleza a pureza.
Aquele corpo, gostava de sentir pequenos toques, quer da agua, quer dos peixes quer da sua imaginação, sentir aquela volúpia, aquele deleite, sentir uma excitação interior percorrer os poros, aqueles poros que emanavam odores sexuais, todo aquele corpo, aquela perfeição de curvas alinhadas por carnes de outros apetites, sentiam as vontades proibidas.
A agua saltava-lhe do corpo, deslizava como gotas de óleo, faziam a luz do sol reluzir e reflectir aquela lindíssima e apetecível pele, mais um mergulho, desta vez o salto foi mais alto, muito mais alto, encarpou o corpo e de uma só vez, entrou como se diluísse por ali, viu-se naquelas aguas transparentes seguir ligeira e rapidamente em direcção a luz, estava próxima do clímax, de atingir o declínio da sua tensão.
E foi ai, em contra luz, que emergiu, mais reluzente do que estava, não se lhe reconhecia o corpo, nem as suas feições, a luz intensificava-se ao mesmo tempo via-se saírem das suas costas, largas e compridas asas, asas de anjo, a terra tinha parido mais um mito.
Apeteceu-me
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Vida de (Cas)Cão
Falam-me de Bola, de futebol, de traquinices e meninices, é verdade que os "homens" perdem demasiado tempo a olhar para a bola, para uma bola, muitas vezes refastelados no sofá outras, no café em amenas orgias intelectuais.

È verdade, que os "homens" medem-se pelo seu poder argumentativo em relação à bola, pela sua necessidade constante de poder dizer alguma coisa, geralmente sobre a bola, porque muitas vezes lhe é negada, aquela visão quase poética da mulher, aquele carinho aquela tenura.

è verdade, que prefiro ver uma mulher, senti-la, cheira-la, tocar-lhe levemente, sentir o calor do seu corpo, segredar-lhe coisas bonitas, dizer que passam hoje 70 dias que levantou voo em direcção ao calor, outros Natais, outros Anos, que olhar para uma bola a rodar por ai.

È verdade que o choro não faz parte da Alma animalesca do "homem".
O choro não faz, mas o verdadeiro "homem" veste-se bem, veste o belo e lindo fato treino, saido das ultimas modas da contrafacção.
O "homem" procura incessante a fortuna não pelo seu magnifico e pomposo trabalho, mas sim na busca inecessante do Euromilhões, ou em totolotos desmedidos.

O "homem" que se preza não responde às mulheres, mas como sou educado e digo sempre presente às pessoas de quem gosto e sou amigo e, tu além de estares incluida nesse lote és uma Senhora, digo-te esse "homem" é mais pura realidade, mas a nossa visão da mulher, também não é muito animadora.
Apeteceu-me
È verdade, que os "homens" medem-se pelo seu poder argumentativo em relação à bola, pela sua necessidade constante de poder dizer alguma coisa, geralmente sobre a bola, porque muitas vezes lhe é negada, aquela visão quase poética da mulher, aquele carinho aquela tenura.
è verdade, que prefiro ver uma mulher, senti-la, cheira-la, tocar-lhe levemente, sentir o calor do seu corpo, segredar-lhe coisas bonitas, dizer que passam hoje 70 dias que levantou voo em direcção ao calor, outros Natais, outros Anos, que olhar para uma bola a rodar por ai.
È verdade que o choro não faz parte da Alma animalesca do "homem".
O choro não faz, mas o verdadeiro "homem" veste-se bem, veste o belo e lindo fato treino, saido das ultimas modas da contrafacção.
O "homem" procura incessante a fortuna não pelo seu magnifico e pomposo trabalho, mas sim na busca inecessante do Euromilhões, ou em totolotos desmedidos.
O "homem" que se preza não responde às mulheres, mas como sou educado e digo sempre presente às pessoas de quem gosto e sou amigo e, tu além de estares incluida nesse lote és uma Senhora, digo-te esse "homem" é mais pura realidade, mas a nossa visão da mulher, também não é muito animadora.
Apeteceu-me
Pancada XII (ultima)
Musica - EZspecial [my explanation]
(...) Nesse momento a Dona Henriqueta a senhora dona minha mãe, entra de rompante pelo meu quarto a dentro, eu que estava naquela posição, que nem lá vou nem deixo de ir, dou um salto da cama, um movimento impulsivo e fiquei, tesa, hirta e imóvel, com um olhar, meio atónito, e balbuciei assim uma coisa :
- A tão, mãe?
A minha mãe, com aquela cara angelical que Deus lhe deu, disse-me :
- A tão o quê filha
- Sim a tão que se passa?
- Não se passa nada porquê, era suposto passar-se alguma coisa? (diz a mãe a franzir o sobrolho)
- Não mãe a Carta o que diz a Carta
- Ahh a carta, qual carta, estás doida Palmira (cada vez percebia menos da conversa)
- Oh Mãe a carta que levaste ao Vasco, estás perdida ó quê?
- Ó quê!! E um grande ó quê também para ti, se assim o desejares (aqui j+á a mãe estava a gozar o pagode)
- Pois a carta, não levaste a carta ao Vasco deves estar mesmo a gozar comigo mas olha que não estou com disposição (e aí sai-lhe um grande arroto)
- Levei claro, mas olha não tenho por habito, nem espreitar aquilo que é para os outros e muito menos esperar que me digam alguma coisa.
- És sempre a mesma coisa !!!
- Bom, e muito menos com o pivete que vêm de lá de dentro eu iria esperar, foi um pau trazer-te este guronsam e eles encontra-lo foi um milagre.
- Ok, obrigada, é sempre um prazer os teu favores, fico sempre sem saber de nada.
Bebi, aquela dádiva, dos céus, com um prazer que nem vos passa, parecia um orgasmo multiplicado por 20 elevado ao quadrado, sim matemática a esta hora era complicada, mas mesmo assim a minha rica mãezinha era um amor, logo a seguir trouxe-me um café daqueles que só ela sabe preparar, a seguir ao guronsam caiu que nem ginjas, essa é outra das fazes, que nunca entendi bem porquê, as ginjas eu a seguir a beber umas ginjas, fico muita mal disposta, mas se for umas ginjinhas com nozes, umh, nem vos conto, é simplesmente fantastica, mas não vou pensar mais nisso se não daqui a pouco, estou mortal.
No fim daquele disparo todo de emoções e contradições, parecia, não parecia?! já julgavam que me tinha esquecido da carta, não claro que não esqueci e porque havia de esquecer alguém me dá uma razão valida, bem me parecia que os meus espíritos estavam comigo, claro que estavam então deviam de estar com quem?
Se não fosse, comigo, mas a carta eu tinha muitas duvidas, certezas algumas, para dizer a verdade eu não tinha nada nem certezas, nem duvidas, nada, não tinha mesmo nada.
Mas uma duvida, só uma me estava a dar cabo do totiço, porquê toda aquela pancada por causa da carta, até parecia, que a minha vida dependia disso, que dependia daquele pedaço de papel enviado ao senhor Vasco, o que seria que lá estaria escrito, que nervos, pior que isso, quem escreveu, pois é tanta conversa e nem me lembrei disso quem terá dado a carta a minha mãe:
- Mãe, mãeeeeeeeeeee anda cá depressa.
- Simmmm que foi Palmira ? (com cara de caso)
- Diz-me uma coisa, quem te deu a carta para enviares ao Vasco?
- Quem, me deu, ora essa, quem me deu foi, deixa cá ver, ora, acreditas que não me lembro?
- Como não te lembras? ( a Palmira fervilhava, estava piursa)
- Como fácil, a carta apareceu, hoje de manhã debaixo da porta.
Foi assim que decididamente fiquei a saber o que dizia a Carta, dizia,isso mesmo:
- Para o senhor Vasco.
Apeteceu-me
Esta é a ultima pancada, que pertence, ao II capitúlo de Qualquer coisa.

Este desenho pertence ao "A", que era o dono do Blog Tubo de Ensaio e que como qualquer géniozinho fez birra e arrasou com um blog muito interessante.
O "A" faz parte com o "Kal" dos meus comentadores pagos, parecem os velhos dos marretas.
(...) Nesse momento a Dona Henriqueta a senhora dona minha mãe, entra de rompante pelo meu quarto a dentro, eu que estava naquela posição, que nem lá vou nem deixo de ir, dou um salto da cama, um movimento impulsivo e fiquei, tesa, hirta e imóvel, com um olhar, meio atónito, e balbuciei assim uma coisa :
- A tão, mãe?
A minha mãe, com aquela cara angelical que Deus lhe deu, disse-me :
- A tão o quê filha
- Sim a tão que se passa?
- Não se passa nada porquê, era suposto passar-se alguma coisa? (diz a mãe a franzir o sobrolho)
- Não mãe a Carta o que diz a Carta
- Ahh a carta, qual carta, estás doida Palmira (cada vez percebia menos da conversa)
- Oh Mãe a carta que levaste ao Vasco, estás perdida ó quê?
- Ó quê!! E um grande ó quê também para ti, se assim o desejares (aqui j+á a mãe estava a gozar o pagode)
- Pois a carta, não levaste a carta ao Vasco deves estar mesmo a gozar comigo mas olha que não estou com disposição (e aí sai-lhe um grande arroto)
- Levei claro, mas olha não tenho por habito, nem espreitar aquilo que é para os outros e muito menos esperar que me digam alguma coisa.
- És sempre a mesma coisa !!!
- Bom, e muito menos com o pivete que vêm de lá de dentro eu iria esperar, foi um pau trazer-te este guronsam e eles encontra-lo foi um milagre.
- Ok, obrigada, é sempre um prazer os teu favores, fico sempre sem saber de nada.
Bebi, aquela dádiva, dos céus, com um prazer que nem vos passa, parecia um orgasmo multiplicado por 20 elevado ao quadrado, sim matemática a esta hora era complicada, mas mesmo assim a minha rica mãezinha era um amor, logo a seguir trouxe-me um café daqueles que só ela sabe preparar, a seguir ao guronsam caiu que nem ginjas, essa é outra das fazes, que nunca entendi bem porquê, as ginjas eu a seguir a beber umas ginjas, fico muita mal disposta, mas se for umas ginjinhas com nozes, umh, nem vos conto, é simplesmente fantastica, mas não vou pensar mais nisso se não daqui a pouco, estou mortal.
No fim daquele disparo todo de emoções e contradições, parecia, não parecia?! já julgavam que me tinha esquecido da carta, não claro que não esqueci e porque havia de esquecer alguém me dá uma razão valida, bem me parecia que os meus espíritos estavam comigo, claro que estavam então deviam de estar com quem?
Se não fosse, comigo, mas a carta eu tinha muitas duvidas, certezas algumas, para dizer a verdade eu não tinha nada nem certezas, nem duvidas, nada, não tinha mesmo nada.
Mas uma duvida, só uma me estava a dar cabo do totiço, porquê toda aquela pancada por causa da carta, até parecia, que a minha vida dependia disso, que dependia daquele pedaço de papel enviado ao senhor Vasco, o que seria que lá estaria escrito, que nervos, pior que isso, quem escreveu, pois é tanta conversa e nem me lembrei disso quem terá dado a carta a minha mãe:
- Mãe, mãeeeeeeeeeee anda cá depressa.
- Simmmm que foi Palmira ? (com cara de caso)
- Diz-me uma coisa, quem te deu a carta para enviares ao Vasco?
- Quem, me deu, ora essa, quem me deu foi, deixa cá ver, ora, acreditas que não me lembro?
- Como não te lembras? ( a Palmira fervilhava, estava piursa)
- Como fácil, a carta apareceu, hoje de manhã debaixo da porta.
Foi assim que decididamente fiquei a saber o que dizia a Carta, dizia,isso mesmo:
- Para o senhor Vasco.
Apeteceu-me
Esta é a ultima pancada, que pertence, ao II capitúlo de Qualquer coisa.
Este desenho pertence ao "A", que era o dono do Blog Tubo de Ensaio e que como qualquer géniozinho fez birra e arrasou com um blog muito interessante.
O "A" faz parte com o "Kal" dos meus comentadores pagos, parecem os velhos dos marretas.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Guerreiro urbano
Guerreiro Urbano (KULA SHAKER- PLAY)
(...) Naquele momento naquele preciso momento, quando fugia a toda a velocidade, por entre a multidão que se dirigia a lugar algum, voltou-se para trás e, tudo parou, fixou os seus opositores, cada espaço que ocupavam maneira de correr, andar, de olhar, como o fixavam como vestiam o que transportavam nas mão as suas mochilas, naquele momento os seus opositores, estavam marcados.
Depois olhou em redor, para fixar pontos de apoio ás suas fugas, ás suas manobras, aos seus desafios, sabia-se que era ali, naquele momento, que tudo se ia desenrolar, a rapidez de movimentos era crucial à sua estratégia, estava nervoso, muito nervoso era a sua primeira vez, mas tinha sido programado, programado não, é uma palavra demasiado mecânica e, irrealmente superficial, tinha sido amado e treinado, para um dia como estes não falhar, não podia falhar, era demasiado cruel para os anos de dedicação e sacrifício(s).
A sua volta, enormes edifícios a rasgarem os céus, as suas janelas espelhavam o Sol que raramente se via directamente, as nuvens passavam a uma velocidade quase alucinante, os candeeiros de rua pareciam curvar-se perante a eminência da peleja, daquela briga, do combate, os semáforos, pareciam fora de controlo, o asfalto estava mais negro que nunca, as sarjetas fumegavam dos dejectos que por lá se acumulavam, as tampas que selavam os milhares de túneis que se estendiam pela cidade, estremeciam, tal era a energia que aquele corpo libertava.
A vida á sua volta lentamente começava a tomar o mesmo rumo em direcção a lado algum, respirou fundo e com uma energia desconcertante virou-se para a frente e começou a correr, o seus passos decididos, faziam lembrar uma pantera, rápido como uma gazela, veloz como um tigre, ágil como o vento.
De dentes cerrados, e olhar decidido lá ia ele, com uma camisa de xadrez rasgada nas mangas, por dentro uma camisola com um capuz cinzento, as calças largas feitas de sarja com imensos bolsos, calças claras, claro, escondiam o movimento dos músculos, daquela massa e fibras, aquele poder de contracção e relaxamento, olhar por entre o tecido e ver aquele movimento em câmara lenta era de uma beleza que agredia.
O tronco quase perfeito uma obra de arte, parecia uma lamina de quase cortar a respiração, um V perfeito os abdominais definidos, os músculos abdominais, que seguravam e suportavam na perfeição a coluna, a espinha, o dorso, os músculos peitorais achatados não muito grandes, era um corpo de sonho de muito treino de muita agilidade, um corpo perfeito para michel-ange ou por outra Miguel Angelo o génio da Renascença um dos muitos génios daquele período, poder pintar, poder transportar para uma das suas esculturas, fazer dele o que quisesse e pudesse, abusar, satisfazer o seu dom.
Em plena corrida, e de um salto só, muda de direcção e de outro salto coloca-se em posição frontal aos seus opositores.
Frente a frente os olhares, cruzam-se só um pode vencer, só um pode chegar, só um pode ter, é uma questão de honra, uma questão de dignidade, de saber quem tem o poder de mudar o seu próprio rumo.
Na Rua, as pessoas mexem-se sabem do conflito, mas não querem participar, é um conflito antigo diário, de uma preparação quase angustiante para aquele desfecho.
De costa voltadas, sem olhar os seus oponentes, sobe devagar e controladamente uma pequena escadaria, pé, sob pé, tacteando, degrau sob degrau, chega ao final, sente as suas costas tocarem numa porta, aconchega bem as costas naquele vidro frio, de que é feito a porta.
Naquele momento, os olhos fixam-se mais uma vez nos seus inimigos, e por momentos, sustem a respiração, revira os olhos conta até dez, antes de fazer um movimento brusco quase irreflectido vê os seus demónios a auto destruírem-se, caiem como um baralho, parece um espelho que acabou de se quebrar, muitos espelhos, muitos pedaços, um barulho quase ensurdecedor.
E de repente no seu gesto brusco e quase irreflectido, vira-se com uma perna mais a frente, mais flectida que outra, os músculos contraídos, braço ao nível do tronco, o ante-braço estendido, palmas das mãos voltadas para a frente e de um gesto, um simples mas brutal gesto, abre a porta e chega a mais um dia de trabalho.
Apeteceu-me (como sempre)
(...) Naquele momento naquele preciso momento, quando fugia a toda a velocidade, por entre a multidão que se dirigia a lugar algum, voltou-se para trás e, tudo parou, fixou os seus opositores, cada espaço que ocupavam maneira de correr, andar, de olhar, como o fixavam como vestiam o que transportavam nas mão as suas mochilas, naquele momento os seus opositores, estavam marcados.
Depois olhou em redor, para fixar pontos de apoio ás suas fugas, ás suas manobras, aos seus desafios, sabia-se que era ali, naquele momento, que tudo se ia desenrolar, a rapidez de movimentos era crucial à sua estratégia, estava nervoso, muito nervoso era a sua primeira vez, mas tinha sido programado, programado não, é uma palavra demasiado mecânica e, irrealmente superficial, tinha sido amado e treinado, para um dia como estes não falhar, não podia falhar, era demasiado cruel para os anos de dedicação e sacrifício(s).
A sua volta, enormes edifícios a rasgarem os céus, as suas janelas espelhavam o Sol que raramente se via directamente, as nuvens passavam a uma velocidade quase alucinante, os candeeiros de rua pareciam curvar-se perante a eminência da peleja, daquela briga, do combate, os semáforos, pareciam fora de controlo, o asfalto estava mais negro que nunca, as sarjetas fumegavam dos dejectos que por lá se acumulavam, as tampas que selavam os milhares de túneis que se estendiam pela cidade, estremeciam, tal era a energia que aquele corpo libertava.
A vida á sua volta lentamente começava a tomar o mesmo rumo em direcção a lado algum, respirou fundo e com uma energia desconcertante virou-se para a frente e começou a correr, o seus passos decididos, faziam lembrar uma pantera, rápido como uma gazela, veloz como um tigre, ágil como o vento.
De dentes cerrados, e olhar decidido lá ia ele, com uma camisa de xadrez rasgada nas mangas, por dentro uma camisola com um capuz cinzento, as calças largas feitas de sarja com imensos bolsos, calças claras, claro, escondiam o movimento dos músculos, daquela massa e fibras, aquele poder de contracção e relaxamento, olhar por entre o tecido e ver aquele movimento em câmara lenta era de uma beleza que agredia.
O tronco quase perfeito uma obra de arte, parecia uma lamina de quase cortar a respiração, um V perfeito os abdominais definidos, os músculos abdominais, que seguravam e suportavam na perfeição a coluna, a espinha, o dorso, os músculos peitorais achatados não muito grandes, era um corpo de sonho de muito treino de muita agilidade, um corpo perfeito para michel-ange ou por outra Miguel Angelo o génio da Renascença um dos muitos génios daquele período, poder pintar, poder transportar para uma das suas esculturas, fazer dele o que quisesse e pudesse, abusar, satisfazer o seu dom.
Em plena corrida, e de um salto só, muda de direcção e de outro salto coloca-se em posição frontal aos seus opositores.
Frente a frente os olhares, cruzam-se só um pode vencer, só um pode chegar, só um pode ter, é uma questão de honra, uma questão de dignidade, de saber quem tem o poder de mudar o seu próprio rumo.
Na Rua, as pessoas mexem-se sabem do conflito, mas não querem participar, é um conflito antigo diário, de uma preparação quase angustiante para aquele desfecho.
De costa voltadas, sem olhar os seus oponentes, sobe devagar e controladamente uma pequena escadaria, pé, sob pé, tacteando, degrau sob degrau, chega ao final, sente as suas costas tocarem numa porta, aconchega bem as costas naquele vidro frio, de que é feito a porta.
Naquele momento, os olhos fixam-se mais uma vez nos seus inimigos, e por momentos, sustem a respiração, revira os olhos conta até dez, antes de fazer um movimento brusco quase irreflectido vê os seus demónios a auto destruírem-se, caiem como um baralho, parece um espelho que acabou de se quebrar, muitos espelhos, muitos pedaços, um barulho quase ensurdecedor.
E de repente no seu gesto brusco e quase irreflectido, vira-se com uma perna mais a frente, mais flectida que outra, os músculos contraídos, braço ao nível do tronco, o ante-braço estendido, palmas das mãos voltadas para a frente e de um gesto, um simples mas brutal gesto, abre a porta e chega a mais um dia de trabalho.
Apeteceu-me (como sempre)
terça-feira, fevereiro 22, 2005
A minha Rua II
(...) a minha rua
pensei que estava esquecida esta minha rua, mas eis o meu espanto quando vi lá um comentário, um comentario que deveria estar guardado a muitos anos, da minha querida maninha, da unica, da ... minha adorada.
Aqui fica então o comentário :
... e então as expedições à mina de água?? Grandes aventuras!! Explorações com morcegos e tudo.E aquela vez que trouxes-te uma cobra (preta...horrivel... morta) e a metes-te num saco de plástico (transparente) e a escondes-te na caixa do contador da água na escada do prédio e ma mostrás-te com tanto orgulho... ta raáaá´...!! Ia-te matando!!
Mas o que tu não sabes, e que as raparigas também exploravam aqueles montes, e tinhamos os nossos segredos, os nossos esconderijos, os nossos trilhos secretos.
Era eu, a Fernanda, a Teresa, a Fatinha e a Céu do Bairro Taborda. E faziamos guerra aos rapazes... Principalmente aos Veludos... Mas enfim, só te digo agora porque já passaram estes anos todos e já ninguém tem pedalada para correr aqueles montes a defender o território!!
Apeteceu-lhe
E continuo sem saber porque te chamam Tinuxa e me chamavas Ninito.
pensei que estava esquecida esta minha rua, mas eis o meu espanto quando vi lá um comentário, um comentario que deveria estar guardado a muitos anos, da minha querida maninha, da unica, da ... minha adorada.
Aqui fica então o comentário :
... e então as expedições à mina de água?? Grandes aventuras!! Explorações com morcegos e tudo.E aquela vez que trouxes-te uma cobra (preta...horrivel... morta) e a metes-te num saco de plástico (transparente) e a escondes-te na caixa do contador da água na escada do prédio e ma mostrás-te com tanto orgulho... ta raáaá´...!! Ia-te matando!!
Mas o que tu não sabes, e que as raparigas também exploravam aqueles montes, e tinhamos os nossos segredos, os nossos esconderijos, os nossos trilhos secretos.
Era eu, a Fernanda, a Teresa, a Fatinha e a Céu do Bairro Taborda. E faziamos guerra aos rapazes... Principalmente aos Veludos... Mas enfim, só te digo agora porque já passaram estes anos todos e já ninguém tem pedalada para correr aqueles montes a defender o território!!
Apeteceu-lhe
E continuo sem saber porque te chamam Tinuxa e me chamavas Ninito.
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