terça-feira, maio 31, 2005

PINTURA (PAZ)

Fotografia tUa


(...) Sentia-se cansado, sua vida parecia um carrocel.Andava a uma velocidade alucinante cheia de altos e baixos ao som de musica comercial, muito foleira.
Estava prestes a cometer uma loucura, uma daquelas loucuras que não lembra ao diabo.
A sua cabeça, os seu pensamentos só pensavam em paz, em descanso e numa vontade quase alucinate de se sentir calmo.
Aquele parecia um dia perfeito, se não perfeito quase perfeito, com um ritmo próximo do seu pensamento, para cometer o seu acto de loucura, o seu disparate, a sua forma de se deixar, de deixar de ficar aborrecido.
Não entendia ainda muito bem o porquê do despertar de todas aquelas emoções, daqueles perfeitos disparates que pairavam ali próximo do seu esprectro.
Apetecia-lhe muito ter calma, paz, sossego de espirito, serenidade, essas coisas que por vezes acontecem.
Sabia que isso podia acontecer ali, ali era o sitio onde tudo isso podia ser atingido.
E ali estava ele a olhar para o Mar, estava calmo... o Mar e ele também, estava verde claro, o vento soprava fraco, um tudo nada mais que uma ligeira brisa, o céu estava limpo, ao longe viam-se gaivotas, sinal de embarcações de pesca por ali. Havia um silêncio quase fantástico e curioso... estava sózinho na praia, sozinho não.. conseguia ver um cão de grande porte, com um pelo enorme mas muito bem tratado, acastanhado claro, um pelo muito brilhante, corria e pulava atrás de uns estranhos carangueijos, que pareciam submarinos,mas com muitas pernas, ali bem perto podia ver aos saltos uns animaizinhos pequeninos, quase transparentes aos saltos, eram umas pulgas do Mar, umas... é uma maneira de dizer, uns milhares.
A boca estava seca, podia-se ver aquela crosta esbranquiçada nos cantos dos lábios, podia traduzir algum nervosismo, mas aparentemente estava tranquilo, podia ser sede mesmo, a sede de chegar onde queria. Despiu a sua t-shirt, pode ver-se o seu tronco, um pouco anafado, mas contornado, de linhas quase perfeitas, ou da perfeição que não andava por ali, mas quase. Retirou, ou por outra atirou literalmente os chinelos dos pés para o horizonte que ficava ali mais próximo, visto que atigiram uma altura consideravel, mas acabaram por aterrar ali bem perto.
Meteu os dedos entre os cabelos, depois cruzou os braços a volta do pescoço como se estivesse a abraçar-se, e começou a andar em direcção a água, lá bem perto começou a correr, mergulhou, e mal chegou com a cabeça fora de água começou a dar braçadas fortes, quando se sentiu com água bem profunda, deixou de dar aos braços, ficou ali uns segundos, respirou várias vezes fundo, depois abriu os braços deixou de dar às pernas e deixou-se afundar, o seu cabelo parecia uma planta marinha, enquanto o seu corpo ia descendo, os seus olhos estavam como o seu espirito a esvaziar-se, os seus pulmões iam ficando cada vez mais vazios, mas o seu semblante era de felicidade. Há sua volta, peixes de todas as cores e espécies, pareciam ignorar, o que estava por ali a acontecer, passavam rápido e em combinações ziguezaguiantes, lá em baixo escondidas no meio de rochas algumas anémonas, e outros animaizinhos, esquisitos.



Lá estava ele a procura, da paz de espirito e provavelmente de outras paragens, de outros mundos, de outras ilusões já que aqui neste, neste mundo, as coisas não lhe corriam de feição. Ele ali estava a ver tudo claro, o seu amor perdido, apesar de ser o seu unico e primeiro amor, mas a desilusão era enorme parecia que vinha acopulada com muitos e antigos amores, e ali estava ele prestes a ficar sem ar, a água começava a inundar-lhe os pulmões, o cerebro começava a ficar sem oxigénio e foi ai....
Foi ai que ouviu um berro da sua mãe para sair do banho, eram horas de ir para a escola.


Apeteceu-me

"Quem melhor que eu para me pintar por dentro!!" Charles de la Folie

sábado, maio 28, 2005

LOUCURA II

Loucura II


(...) Afinal tenho vinte e poucos anos, ok, escuso de me mentir a mim própria tenho trinta e muitos anos, e gosto muito de me sentir viva, gosto, adoro, amo sentir-me viva e o paspalho do meu marido, só quer é sofá, parece o Rei do Sofá, se calhar é o Gay do sofá! Será normal que um “ Gajo” mais novo que eu não se interesse por mim?
Acredito que se fosse uma chata, ou feia, ou mal feita, admito que ele estivesse farto de mim, mas eu nem sequer sou assim tenho a perfeita consciência daquilo que sou. Mas enfim aqui a psiquiatra sou eu, dá-me muito jeito tê-lo aqui por perto, assim evito paixonetas e sulipampa de alguém, posso sempre dizer que tenho muita pena mas tenho o meu marido, que precisa dos meu cuidados até que a morte nos separe, que é deficiente mental e precisa muito dos meus cuidados.
Custa-me estar sempre a pensar no mesmo, mas porra estou aqui com uma vontade, e aquele animal, coitados dos animais, ali o energúmeno está por ali a roçar-se pela cama, aquela boca aberta a maneira como os cabelos ou aquela coisa se espalha pela almofada, aquela boca aberta, que só me apetece meter-lhe uma maçã, parecia logo um leitãozinho pronto a assar. Esta é a grande verdade o que faz um energúmeno destes aqui em casa, eu só posso estar louca, ou então é amor, não posso ter casado com ele por interesse, só mesmo por amor porque interesse ele não tem mesmo nenhum, mas é a mais pura das realidades, curto muito mais o Cão Guru do que ele, preferia ter aqui na cama o bafo bichano do que o deste estranho que já vive comigo a não sei quantos anos.
Vou mas é fazer um belo cafézinho e ver se ainda há por aqui alguma daquelas brocas do pilitas, para ver como vai ser este dia que parece prometer, só tem que prometer com esta perspectiva de vida só pode mesmo prometer.
Quase que me atrevo a dizer que este prédio hoje respira expectativa e outras coisas mais que nem sei bem o quê, o ambiente está tão denso que se pode cortar à faca, não é que haja por aqui maldade, mas sim expectativa em relação a muita coisa, pelos ruídos que ouvi por aqui esta madrugada há por ai gente que deve estar com dores de cabeça que até dói só de pensar.
Agora tenho de pensar no meu cafézinho e na minha pequena broquinha se houver ainda por ai, temo que tenha ontem esfumaçado tudo com o champanhe, mas, espera ai, o que se passa ali na cozinha, está um nojo aquela cozinha, ai pois é, é sábado e a empregada não vêm ao sábado que gaita, vou ter de arrumar esta coisa toda, que nojo, as coisas que eu ontem comi, chantilly com fartura, ai que horror até admira hoje não estar mal da barriga, e o que é aquilo? Doce de amora? Céus a coisa foi mesmo violenta, foi, foi, ai e aquilo ali, nem quero pensar o que se passará na sala, estou a imaginar o filme, mas bom vou primeiro, arrumar ou dar uma arrumaçãozita por aqui antes de ir a sala, o energúmeno deve dormir até às tantas como de costume, esta cozinha mete nojo, e de que maneira não sei se me livro disto está toda lambuzada, cheia de nhanha, bom acho que vai ser serviço para alguém , ai acho, acho. O que é isto? Uma meia de rendas, por aqui, mas eu não uso nada disto, muito menos, bom o melhor é agarrar aqui nisto tudo meter para um saco e atirar para o túnel do lixo é capaz de ser muito mais fácil, porque assim nunca mais me safo. Bom e agora o melhor é limpar isto com estes toalhetes, que estão para aqui, isto até que dá jeitinho é muito mais prático, vai tudo de uma só vez.
A verdade é que estas coisas da lide de casa não são mesmo para mim, quer dizer, eu não me importo desde que não tenha assim muito lixo, adoro utilizar coisas novas, tipo aquelas que aparecem nos anúncios da TV, mas isso são outros 500 paus, porque apanho cada desilusão, tipo compre 4 pague 3, e eu compro se um é uma porcaria ou deito fora, os 4 ou então vou ter de gramar aquela porcaria durante 4 e longos pacotes ou embrulhos ou lá o raio que for, mas enfim nós somos assim é o mal de nascermos mulheres.


Apeteceu-me

Olha-me este !!!

"As vezes precisamos mais de nós do que de outros(falsos)" Charles de la Folie

quinta-feira, maio 26, 2005

SARDINHAS

"Estava a assar sardinhas com o lume a arder, queimei a pilinha sem ninguém saber... era a coisa que mais adorava... lalalalalalallalaal"
Abriu a época da Sardinha (oficialmente) cá no Burgo.
Esperava a visita dos Cunhados, mas pelos vistos foi vetada, pelo "Karma" que vos acompanha.
Presumo que o comité central não vos tenha dado autorização.
A sardinha sempre me disseram que se quer pequenina como a "mulher" ou será o contrário ou ao contrário, mas que se lixe por 5 € marcha tudo, quer dizer tudo não algumas coisas. Vinho do Pingo doce a 0.99 € só mesmo com 7 UP, mas estas coisas fazem-me lembrar o povo e por isso é o mais próximo que consigo estar da festa, festa !! Qual festa. A praia está o máximo por apena 2 € conseguem ficar longe da sardinha e do garrafão, porque sardinha ali só mesmo de faca e garfo, afinal é de faca e garfo que se consegue fugir aos impostos, aquelas "porras" todas que afinal dão "STATUS"..
Bom estou a fugir da Sardinha, viva a sardinha há quem goste mais da Sardinha BIBA, eu também já fui FAN mas agora quero mesmo é uma boa sesta e pensar que o país onde vivo não tem um actor como primeira dama, o melhor é não comer mais Pimento para não ficar a tarde toda a " Arrotar" como o povão, aliás tenho dias que é com cada um que despenteio a minha esposa toda... mas andam por ai uns que comem Sardinhas e depois arrotam Lagosta, outros é mais postas de pescada..
Estão a ver cunhados, estão a ver o que perderam...

Apeteceu-me (apetecia-me mais, mas... a velhice não perdoa )
"Mais vale uma sardinha na boca do que as mãos a assar" Charles de la Folie

terça-feira, maio 24, 2005

SALAZAR(Just illusion)

Salazar


É uma vez sem exemplo.
Vou aqui falar de política e de futebol, mas a culpa é do meu cunhado que me apressou a fazer a crónica para o jornal dele, e agora tinha que ficar com isto entalado 15 dias.

- Não me perguntem porquê, mas só me vêm a ideia, o nome de Salazar,
e não falo daqueles utensílios de cozinha que servem para rapar tudo, quer dizer tudo não só a massa dos bolos.
Hoje dei por mim a pensar, porque andei eu a pedido de uma data de energúmenos, de cinto apertado ?! Andaram-me a falar ao coração para apertar o cinto, que iam aumentar o IVA, mas que era para o bem da Nação, que não nos aumentavam para bem da Nação, que isto e mais aquilo, tudo para bem da Nação. Hoje acordo ainda ressacado por ter percebido ou por outra entendido ( 11 anos é muito tempo para me lembrar, daquela outra Nação do pais real, basta olhar que até arrepia) porque é que o nosso País não tem mais turismo de qualidade e ouço a bela noticia, um tal de relatório ou comissão Constâncio.
7 %, sim senhora é este o défice do nosso país, lembro-me que quando me pediram para apertar o cinto o défice era de 3,2 % , coisa pouca subiu para mais do dobro e eu com a cintura toda vincada de tanto apertar aquela “porra”.
Acho que o dia foi o ideal, para anunciar, já que uma enormidade de pessoas estão distraídas, uns de contentamento, outros de raiva, e penso que é ai que me lembra o Salazar, aliás aquele clube só é o que é, porque andaram com ele ás costas, por muitas razões e esta é uma delas, Ter o povo, o povão contente, já na antiga Roma dos Césares era assim, Pão e Circo, para calar o povo, assim não contestavam os aumentos e outras vigarices as atenções estavam viradas para outros lados.
Ontem vi um enorme roubo, de 5 milhões de euros ao Sporting também estava tudo distraido e aquela “besta” do árbitro fez o que fez. Como não se pode ver 3 fora de jogo claríssimos, alguém me explica?
Podia ser eu, mas não fui, até alguns daqueles comentadores pagos a peso de ouro pelos clubes, essa é uma outra coisas que me faz confusão mas adiante, até esses senhores viram isso.
Mas voltando ao défice, acontece uma coisa destas e ninguém é responsabilizado, não acontece nada a ninguém ? Será que se eu for fazer queixa a DECO posso ser indemnizado ? Penso que eu e mais uns quantos portugueses, mas enfim.
Gostei de ver, adorei ver, aquele desfile de FIAT’s com as cabeceiras enroladas em bandeiras, aquelas sessões de pancadaria, aquela gente, enfim adorei ver aquele desfile fashion, divertidissimo, espero que o ICEP aproveite bem para fazer promoção a Portugal.


APETECEU-ME


“ Que me serve gritar numa terra de surdos”
Charles de la Folie

segunda-feira, maio 23, 2005

ARAGENS (NOUTRO LUGAR)

Aragens (noutro lugar)





(...) Nada que o fizesse corar, nem pelo trabalho, nem pelo aparato da situação. O dia era um dia normal, um dia de trabalho, um dia com e sem esperança, nada que não acontecesse todos os dias desde a nossa existência, mesmo para os mais afortunados.
(...) Longe dali, perto de um ribeiro...
com uns longos calções, uma camisola de alsas, uns chinelos de meter o dedo, um chapéu virado ao contrário. De cana de pesca na mão, enfiava uma minhoca acabada de tirar de baixo de uma pequena rocha, enfiava-a ainda viva a contorcer-se num anzol, e depois habilmente atirava-a para dentro de água, para junto de um pequeno cardume que parecia ali encurralado, consoante os peixes comiam a minhoca o isco, ele puxava a cana devagar para não magoar os peixes, o seu objectivo era mesmo, alimentar os peixinhos e passar o tempo morto que tinha por ali.
(...) Naquele escritório, num enorme open space, com muita gente, parecia passar despercebido, mas na realidade não passava, bastava uma desatenção para todo o mecanismo, para toda aquela grande empresa se desmorenar, não era bem assim, mas pelo que o seu chefe gritava parecia, que o mundo ia acabar ali pela falta de um simples papel, sem valor.
(...) Ninguém sabia onde nascia aquele ribeiro, ou por outra ninguém sabia de onde vinha aquela água limpida, fria, gelada, e muito transparente que transportava além de folhas, pequenos, animaizinhos à superficie, transportava também algo muito importante para aquele rapaz, tranquilidade para o seu dia a dia,era ali que se concentrava, para os seus trabalhos, para as suas produções.
(...) Era ali que parecia que a vida ia durar, durar uma imensa eternidade, pareciam uns sem vida, o seu trabalho só era valorizado pelos gritos dos muitos chefes, que por ali coabitavam sem fazer nada, mas um valor, sem sentido, porque os gritos só serviam para, mortrar a prepotência de nada de coisa nenhuma. Mas era ali que a sua vida se ia manter, que tinha de concentrar, ou desconcentrar.
(...) As suas cores eram vermelhas, o vermelho que o ar do campo transmite, um vermelho saudáuvel, é assim que chamo ás faces ruborizadas, dos campónios, de gente onde a qualidade de vida dá e sobra para se ter uma vida fantástica, à beira daquele riacho cresciam flores lindas, belas papoilas, vermelhas cor do céu, do céu sim aquele tom alanjando quando o Sol se está a por.
(...) Ali onde o Sol nunca se vê, nem a sua chegada, nem a sua ida, ali só se ouve o barulho do ar condicionado, das ventoinhas dos computadores, de alguns estomagos a remoer, e dos dedos dos pés a estalar de tão vincados estarem aos sapatos, que se encontram estratégicamente debaixo da secretária, à sua memória vem-lhe a imagem daqueles filmes em que as secretárias estão escondidas por detrás dos biombos, fala por certo de secretárias de matéria não orgânica, porque as outras de carne e osso escondem-se mas por baixo de outras secretárias.
(...) Ali parecia o paraiso, mesmo quando o tempo ficava mais remexido a beleza da paisagem mantinha-se, o ribeiro continuava ali inabalável, os peixinhos permanecem juntos, o cheiro a campo, a aquela face rosada, a forma de vestir, era a liberdade levada a extremos mesmo que aqueles movimentos fossem perpétuos.
(...) Ali estava ele, prostado na sua secretária, com os cotovelos apoiados, no tampo que estava protegido por um enorme poster de borracha, com as cores do seu clube, por debaixo, escondia aqueles papéias mais intimos, ou que julgava, mais intimos e importantes, mas que não passavam de papéis, de meros papéis sem valor ou conteúdo, mas eram d’ele e isso ninguém podia negar, nem queriam.
Mas ali estava agarrado ao seu pisa papéis, onde corria um ribeiro, com uns peixinhos, num campo muito verde onde o rapaz que pescava tinha a face ruborizada, como só mesmo quem vive no campo tem, ali estava ele a olhar, e a pensar na liberdade que se podia ter mesmo dentro daquela prisão de vidro.

Apeteceu-me

“A nossa liberdade pernoita no nosso pensamento” Charles de la Folie

quinta-feira, maio 19, 2005

LOUCURA I

Loucura I (Este sustitui (fogo) cruzado, trata-se de uma psiquiatra que vive lá no prédio)


(...) - A esta hora, aqui por casa?
Eram 8 e muito pouco da manhã, sábado, uma desgraça, a sorte é que não tinha consultas marcadas para hoje, quer dizer há sempre umas consultas inesperadas nem que seja com gente aqui do prédio. Claro bateram à porta.

- Olá, a esta hora aqui por casa? ( pergunta desnecessária da Dr.a Palmira)
- Desculpe lá mas não dormi nada esta noite e achei melhor falar consigo, já que a doutora é como os padres, um poço sem fundo.(resposta meio tímida da pessoa do outro lado que não pode ser revelada a partir deste momento por causa do juramento ao Deus dos Psiquiatras)
- Bom isso tem algum interesse, sim mas claro, evidentemente.(a partir de agora as respostas são muito esclarecedoras)
- Claro e você contou isso a alguém?
- Ah ao Pilitas e entregou uma carta a Dona Henriqueta, humhh.( a Dr.a já coçava a cabeça por todo o lado)
- Bom nesse caso a coisa já está m andamento, vai explodir não tarda nada o melhor é começar a preparar o consultório para hoje. ( com um sorriso de orelha a orelha)
- Só de pensar no Vasco, naquela carinha laricas, que vai entrar em stress pós traumático é pelo menos uma vida em tratamentos.
- Pois, pois não têm de quê, esteja sempre a vontade.


Bom isto vai ser lindo, e eu para ver, pelo menos vou ter por aqui uma comédia trágica vicentina, ou coisa no género. Ainda bem que estava já acordada assim percebi este numero na perfeição, e que numero, só me apetece rir, quer dizer só estou acordada porque aquele energúmeno ressona que nem um porco, aquilo não é bem ressonar parece mais um automotora ou uma locomotiva a carvão, começa lento mas depois... raio que o parta ao homem, com tanta Merda por ai tinha logo que me tocar este, é que ainda por cima não têm ponta por onde se pegue é impressionante.
Onde estaria eu, no dia em que me lembrei deste numero, esta não era uma frustração, porque, porque enfim, tinha outras coisas em que me preocupar, nesta altura preocupava-me a cara do vasco quando receber aquela carta, por um lado preocupava-me, por outro deixavam-me contente que ele havia de irromper por ai a dentro, o que era muito, mas muito bom, e atrás dele viria o pilitas, e quem sabe, quem viria mais, quem sabe.
A minha cabeça não estava grande coisa, ontem a noite tinha sido complicada, bebi uma garrafa de champanhe sozinha. Estava para aqui a pensar, que adoro beber champanhe e fazer amor desmesuradamente, mas ontem só bebi mesmo champanhe. Voltando ao energúmeno, não sei mesmo o que vi naquele homem, não têm mesmo nada de jeito, nada mesmo, ás vezes podia ser assim totó, fisicamente atarracado e ser bom na cama, mas se é! Pois não sei onde porque aqui comigo não é mesmo aquilo parece sei lá o quê, é atar e por ao fumeiro, odeio gente assim, de atar e por ao fumeiro, odeio sentir-me uma mulher objecto.
Mas nem sequer tem a ver com machismo ou com feminismo, têm a ver mesmo com, o homem nunca deu para isto, o problema é que ele é maricas, tenho a certeza que ele é maricas mas ou nunca o descobriu, ou têm medo de se assumir, mas não vou ser eu que lhe vou fazer ver isso, ele que veja, porque se não ainda vai dizer que o ando a manipular e coisas do género.
Ele gosta mesmo é do aquário dos seus Escalares, guffis, lutadores, fica ali horas, eu acho que até se masturba ali a olhar para o peixes horas a fio, mas cada tarado a sua mania, acho que quando sai de lá vêm com aquele jeitinho de boca, não, não é o que estão a pensar, é aquele jeitinho dos peixes sempre a abrir a boca e a fecha-la parece que estão a enrolar os lábios e a desenrola-los, bom isso lembra-me champanhe e o champanhe lembra-me outros voos e agora a esta hora, o melhor é tomar um duche de agua fria muito fria, para ver se arrefeço, todas estas noticias deixaram-me a ferver e de que maneira, é que eu fervo em pouca agua, ai fervo, fervo.

Apeteceu-me


" As loucuras da vida, alegram-nos a Alma"
Charles de la Folie

quarta-feira, maio 18, 2005

SPORTING



Não costumo ser mal educado nestas coisas, mas "Puta" de vida.
A sorte não quis nada com o SPORTING,nem com o Sporting, nem comigo, nem com, a gente de bom gosto que ainda vive neste cantinho a beira mar plantado.
O que me apetecia dizer era muito mais do que vou dizer.
Mas a verdade e a diferença viu-se no fim do jogo os adeptos do SPORTING mesmo depois de perder lá estavam a aplaudir a equipa, lembro-me de um programa de rádio que se chamava som da frente, que tinha como lema o direito à diferença, é esse o lema do SPORTING ser diferentes de todos, fazer das derrotas, victórias, é isso que eu gosto.
A verdade é que lá estivemos, na luta pelo campeonato, mesmo contra as bruxas 6 milhões dizem, de bruxas e ainda fomos à FINAL da TAÇA UEFA. Só duas equipas se podem gabar disso,disso é de ir a FINAL são elas o SPORTING e o CSKA. E o resto é conversa.
Penso que aqui ouve dedo do TOVARISCH qualquer coisa, para ter alguns favores da Va ou da Gina ou das duas, mas enfim.
Mas não vai ser isto que me vai esmorecer, há coisas bem piores, acreditem que sim.
A falta de Tensão no elástico é bem pior... eu disse tensão, não perceberam, áh ok, é bem pior que... como queiram, mas enfim.
Agora levantar a cabeça, e para o ano há mais. Que se lixe.
O homem dos Pêssegos um dia deste vai entrar, algures por ai com uma arma em riste e pimba, desculpem lá mudar de conversa, hoje em dia só engravida quem quer não é?! Pois e pimba assalto um banco e vou para as Seixelles, porque por enquanto só tenho mesmo direito ao seixal.

Apeteceu-me
"Perder é a forma mais facil de desistir" Charles de la Folie