
«Perfeito Vazio» - O Ladrão de Livros é como a musica - dos Xutos - que se escuta em fundo. Quando a ouvi, senti logo que era minha - a minha música.
Apeteceu-me
"Mais uma vez a persistência venceu a insegurança que nos abraça" Charles de la Folie
Alguém começou por dizer... é preciso um Blog para o Carlinhos e insistiu e fez campanha... e ele nasceu. Por isso este Blog pretende ser nada mais, nada menos que um «sítio» para os meus disparates, pancadas, ressacas e outras coisas mais que começam por algo que não me lembro.
(…) As notas metálicas de uma música «goda» – num colorido cinzento –, embrulhada na alma da sua própria predição. É assim que surge o dia na sua cabeça transtornada pela confusão que é a vida. A realidade reencontra-se com o sonho em que vive. Os pesadelos constantes, são marcas que rasgam a maturidade que cresce no dia-a-dia da sua nova viagem. O betão que o rodeia e parece querer desabar-lhe em cima é a sua máxima companhia.
(…) As letras que vão desaguando dentro de si fazem fluir um rio de histórias que permanecem imutáveis naquele silêncio vingativo. Há uma cláusula escrevinhada em notas que nunca se esgotam dentro das pregas da sua mente, aludindo a si e ao seu prazer. Mais uma vez esqueceu-se de que a sua existência é da sua própria responsabilidade.
(…) O Tempo não é mais que isso a sua própria passagem por ele, refazendo-se nos seus vários sentimentos. Há um dia, uma imagem, um silêncio ou uma vontade… há porque tem de haver é essa a sua existência, sem egoísmo, sem heroísmo, apenas o refazer de vícios que explicam num pequeno vazio, aquilo para que está destinado.
(…) Esgota-se aqui a precisão do seu olhar nada descrente. Numa onda de choque as imagens descem pelo seu ser e flúem em conivência com o seu respirar. O corpo move-se, lentamente até despertar com os ruídos que chegam do exterior. Uma musica de missão – Blood Brother – lancinante como a lâmina da navalha que a qualquer momento pode ser cravada em ti.
Apeteceu-me
“O tempo passa, a alma fica e o sorriso desaparece, só a imensidão das saudades resta” Charles de la Folie

(…) Percorro cada palavra, como se fosse única. Deixo que elas brinquem com o inconsciente de uma qualquer frase. Gosto de as perseguir, olhá-las com a mesma paixão que te olho. Sim a ti! Sentir-te na ponta dos dedos e construir-te no teu próprio prazer. Desfolho-te, página a página, saboreando a tua alma, o teu espírito, o teu desejo.
(…) Regresso ao fim do dia, cansado, derrotado e humilhado. Espero por ti sentado naquele pedaço – de mim – que ainda me sobra. Suavemente fixo-te e espero que renasças nas pregas da minha mente, as percorras e te libertes.
(…) Inspiro de forma natural, na esperança que o teatro da minha vida não se traduza na fútil imaginação dos fracos. Dou mais um passo, percorro mais um destino – o meu – e deixo-me acreditar no teu silêncio. São palavras, apenas palavras que se distraem com o toque dos meus dedos. Um dia sonhei contigo, mas hoje sei que posso acordar ao teu lado.
Apeteceu-me
"O Ladrão de Livros" já está cá fora, ganhou asas e voou.
Encontra-se à venda em todas as livrarias do País e do Brasil.
Brevemente serão feitas as diversas apresentações públicas -
considerem-se desde já convidados, depois será comunicado o local e a
Cidade.
“O Ladrão de Livros” é um convite a uma meditação interior, a umaviagem pela nossa solidão, com um destino bem definido – a nossaredescoberta.
É ténue a fronteira entre o sonho e a realidade. Realidade que nos
conduz a uma paz e nos ensina a sorrir para a vida, independentemente das circunstâncias, dos nossos recalcamentos, dos nossos fantasmas…
"É preciso acreditar, para darmos o próximo passo" Charles de la Folie