quinta-feira, abril 09, 2009

Estão todos convidados



«Perfeito Vazio» - O Ladrão de Livros é como a musica - dos Xutos - que se escuta em fundo. Quando a ouvi, senti logo que era minha - a minha música.

Apeteceu-me

"Mais uma vez a persistência venceu a insegurança que nos abraça" Charles de la Folie

terça-feira, abril 07, 2009

1 segundo apenas (Um pouco do David)

(…) As notas metálicas de uma música «goda» – num colorido cinzento –, embrulhada na alma da sua própria predição. É assim que surge o dia na sua cabeça transtornada pela confusão que é a vida. A realidade reencontra-se com o sonho em que vive. Os pesadelos constantes, são marcas que rasgam a maturidade que cresce no dia-a-dia da sua nova viagem. O betão que o rodeia e parece querer desabar-lhe em cima é a sua máxima companhia.

(…) As letras que vão desaguando dentro de si fazem fluir um rio de histórias que permanecem imutáveis naquele silêncio vingativo. Há uma cláusula escrevinhada em notas que nunca se esgotam dentro das pregas da sua mente, aludindo a si e ao seu prazer. Mais uma vez esqueceu-se de que a sua existência é da sua própria responsabilidade.

(…) O Tempo não é mais que isso a sua própria passagem por ele, refazendo-se nos seus vários sentimentos. Há um dia, uma imagem, um silêncio ou uma vontade… há porque tem de haver é essa a sua existência, sem egoísmo, sem heroísmo, apenas o refazer de vícios que explicam num pequeno vazio, aquilo para que está destinado.

(…) Esgota-se aqui a precisão do seu olhar nada descrente. Numa onda de choque as imagens descem pelo seu ser e flúem em conivência com o seu respirar. O corpo move-se, lentamente até despertar com os ruídos que chegam do exterior. Uma musica de missão – Blood Brother – lancinante como a lâmina da navalha que a qualquer momento pode ser cravada em ti.

Apeteceu-me

“O tempo passa, a alma fica e o sorriso desaparece, só a imensidão das saudades resta” Charles de la Folie

quarta-feira, abril 01, 2009

60 minutos da minha vida - (Um pouco de Matilde)

(…) Calcorreava a praia com o cansaço de me arrastar. A musica escamoteava os efeitos mais nefastos do peso que tenho de transportar – para onde quer que vá. A areia entrava pelos «ténis» de uma forma ardilosa e concertada, num acto incomodativo. O pensamento está longe, depositado – como uma flor – numa massa de água que desvanece aos meus pés. Na contra-luz uma silhueta, um braço acena e coloca-se diante de mim. Um corpo queimado do sol, óculos escuros, calções e uma rede de volei de praia nas mãos. Já o tinha visto por aí, ora de bicicleta; ora nas «cadelinhas» ou numa prancha de surf. Tinha a certeza que não o conhecia de lado nenhum, assim como não conheço o fundo – mutante – do mar para onde me lanço. Desliguei o Ipod e durante 30 minutos deixei as palavras fluírem, numa conversa entre dois desconhecidos, que apenas tem o mar em comum. Construímos em alguns minutos um Bar de praia, onde as pessoas podem entrar – descontraidamente – escolher um livro e viajarem naquelas ondas escolhidas a dedo pela nossa imaginação.



(…) Soltei um sorriso e caminhei pela praia – São João – em minha companhia, solto e pensativo. O mar mantinha-se calmo, absorvia o brilho do Sol, na sua incandescência primaveril. Lembrei-me de uma das minhas personagens – Matilde – que um dia tinha estado naquelas dunas sentada a rever-se. Antes já tinha absorvido toda a cor – amarela – das Acácias que pintavam toda a mata que envolve o meu pequeno Mundo. A Matilde é mais que uma personagem, ela habita no meu espírito, tem cor, cheiro. Sempre soube quem era, pela sua singeleza e pelo olhar meigo e tímido. Deixei esse pensamento, por um instante recordei duma frase simples de um grande amigo meu: O não é garantido… Tinha de continuar a caminhar, o Sol já me queimava a alma e o dia apenas estava a começar.


(…) Dois cães negros, saltavam à volta da sua dona – elegante – escondia o rosto debaixo da pala de um chapéu. O colorido da paisagem abria-me os pulmões quase derrotados pelo cansaço de uma caminhada inócua. Fixei mais uma vez os dois «Labradores», brincavam numa euforia desmedida e descontrolada. Gosto do Caos provocado pela minha imaginação, mas era real. Estava viva a praia – de São João –, uma rapariga – bonita – caminhava num passo certo e ziguezagueante pela fímbria da maré. Olhar impenetrável nunca tirou os olhos do seu objectivo – e eu não era esse objectivo. Deixei a música por um instante e fui sugado por outros ruídos. Mergulhei num mar que tanto gosto e deixei-me abraçar pela água salgada. Só depois consegui aquele silêncio que o mar nos oferece.

Apeteceu-me

«Os dias correm de uma forma natural sem se lembrarem que nós estamos agregado a eles» Charles de la Folie

terça-feira, março 24, 2009

"O Ladrão de Livros" - à venda em todas as Livrarias

(…) Percorro cada palavra, como se fosse única. Deixo que elas brinquem com o inconsciente de uma qualquer frase. Gosto de as perseguir, olhá-las com a mesma paixão que te olho. Sim a ti! Sentir-te na ponta dos dedos e construir-te no teu próprio prazer. Desfolho-te, página a página, saboreando a tua alma, o teu espírito, o teu desejo.





(…) Regresso ao fim do dia, cansado, derrotado e humilhado. Espero por ti sentado naquele pedaço – de mim – que ainda me sobra. Suavemente fixo-te e espero que renasças nas pregas da minha mente, as percorras e te libertes.

(…) Inspiro de forma natural, na esperança que o teatro da minha vida não se traduza na fútil imaginação dos fracos. Dou mais um passo, percorro mais um destino – o meu – e deixo-me acreditar no teu silêncio. São palavras, apenas palavras que se distraem com o toque dos meus dedos. Um dia sonhei contigo, mas hoje sei que posso acordar ao teu lado.


Apeteceu-me

"O Ladrão de Livros" já está cá fora, ganhou asas e voou.
Encontra-se à venda em todas as livrarias do País e do Brasil.
Brevemente serão feitas as diversas apresentações públicas -
considerem-se desde já convidados, depois será comunicado o local e a
Cidade.

“O Ladrão de Livros” é um convite a uma meditação interior, a umaviagem pela nossa solidão, com um destino bem definido – a nossaredescoberta.
É ténue a fronteira entre o sonho e a realidade. Realidade que nos
conduz a uma paz e nos ensina a sorrir para a vida, independentemente das circunstâncias, dos nossos recalcamentos, dos nossos fantasmas…

"É preciso acreditar, para darmos o próximo passo" Charles de la Folie