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Este não era mesmo o meu dia, o homem da minha vida, ou que era da minha vida, ou que foida minha vida, abandonei-o, que estupidez quando penso nisso, basta acordar um dia com os pés do avesso e as asneiras que cometemos que dizemos e que fazemos.
Talvez esta seja a história da minha vida, não aquele prédio que construi e que ganhei todos os prémios de arquitectura a nivel Mundial, claro eu sou uma arquitecta de renome e o que ganho com isso, que grande curriculum, Arquitecta de sucesso tem o maior gabinete de arquitectura que há memória, construiu 5 das melhores peças arquitectónicas do mundo, vive sozinha porque abandonou o homem que amava por ele não concordar com ela numa pequena coisa, numa pequenina coisa.
Este era um belo curriculum, estava desesperada, desesperada não era bem o termo alucinava de raiva por mim. A verdade é que ele de perfeito não tinha nada, mas tinha partes excelentes, aquelas mãos quando me tocavam, bastavam seguir as linhas do pescoço e começava logo a gravitar. Aqueles dedos tinham magia, tinham poderes, a sua respiração quando passava perto de mim construía alicerces de prazer de emoções e razões inexplicáveis, quando aquelas mãos percorriam-me as costas lenta mas firmemente, quando me faziam perder a respiração, sentia um encher, um percorrer de sangue a uma velocidade alucinante, quando ele as parava perto da minha zona lombar e as apertava ai e sentia os lábios a tocarem nas minhas orelhas, a mordisca-las depois a sua respiração a percorrer, a percorrer-me, aquele fôlego que me provocava combustões de satisfação, de volúpia e sei lá que mais, apetecia-me entregar-lhe o corpo de uma maneira que não tem explicação.
Ele tinha-me, possuia-me só com o seu respirar com a sua confiança, com a sua forma de amar, era estranho que em tantos anos não me lembrava-me de outra forma de fazer amor, não me lembrava de alguma vez o ter sentido dentro de mim, mas que o sentia em mim, misturado com o meu espirito.
Tudo era estranho, sentia-me angustiada, nada me corria bem naquele dia, nada, aquela chuva irritava-me, irritava-me olhar para o seu reflexo, via-lhe a silhueta, que coisa, porque o mandei embora, não consigo entender, só entendo mesmo de riscos e rabisco e que felicidade isso me traz, bem me parecia, alicerces, bases, os fundamentos ora que porra, faltava-me isso na minha razão, quando quis ser alguém na vida esqueci-me de muitas coisas e só agora me lembrei porque o mandei embora. Porque era simples, demasiado simples, puro, com mãos mágicas.
Mandei-o embora por ser simples, simplesmente por isso pela sua simplicidade de amar, que forma estúpida de me suicidar.
Apeteceu-me
* Esta é a minha imagem favorita de todas as fotos que conheço.
2 comentários:
bom odeio, ficar a zero...e como estou com a neuro vou escrever um comentario a mim próprio, vai tentando talvez lá chegues.
Não ter comentário é uma "foida" (tuas palavras).
Eu acho bem que não tenhas comentários. Então tu que tens fotos sublimes dos teus "frutos" e vais dizer que preferes a 1ª foto de uma orgia gay que há na história? Vários homens com o rabo sentado num objecto comprido, grosso e... DURO!
Abraço e obrigado pela platina ;)
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