Mas, supondo que era a Cristina Rica, filhos não, «atão» e depois dava em alargar e perdia a graça toda… Não, nem pensar, prefiro encomendar filhos de uma outra maneira, treino com ela e alugo uns filhos ou adopto, ou coisa do género, mas claro, isto é apenas um sonho ou a minha imaginação a trabalhar para não mandar ninguém… claro a essa parte.
Raios o telefone não pára mesmo de tocar. Onde andará essa coisa, só assim percebo mesmo como é irritante o toque da porcaria do telemóvel, agora entendo a cara das pessoas quando ele toca… pois claro. Não está fácil… onde andará aquela coisa que guincha que parece uma matança de porco. Telefone…telefone… Isto não, não é… é uma garrafa de vodka, isto também não, é uma garrafita de tequilla daquelas de avião e mais uma, e mais outra… e telefone nada! Uma barra de chocolate, ups, aqui está ele, ora então o amiguinho está dentro de uma bota, da dita cuja, mais conhecida pela bota de cartolina. Belo sítio, belo mesmo!
Ora agora outra parte de malabarismo perigoso e complicado, será que eu consigo atender esta coisa? Um, dois, três… deixa-me cá atender. Só há uma coisa que ainda não entendi bem, o que se está a passar nesta cabeça. O melhor é passar para a posição de descanso - agarro no telefone, encosto-o ao ouvido e deixo-me cair para trás.
- Quem FALAAAA? (a conversa desenrola-se só com o Pilitas, não se consegue ouvir o outro lado, claro assim também perdia a piada, mas garanto que eu sei quem está do outro lado, psiuu…).
- Humm… Tu! A esta hora… sim?!
- Que queres?
- DESCULPA!?!
- A sério?!
- Estás a brincar, ai está, estás.
- Não estás?
- A SÉRIO?
- Estou tramado… mas como aconteceu?
- Quando???
- E mais alguém sabe?
- Só eu?
- E agora?
- Enviaste o quê?
- Por correio?!
- Pelo correio não, então como enviaste a carta?
- Pela dona Henriqueta?
- Ai valha-me Nossa Senhora dos Aflitos!
- Estou para ver a cara do Vasco!
- Claro sim, a cara dele quando receber essa carta.
- Claro que quero estar na primeira fila, mas tenho que me despachar ainda perco esse episódio.
- Ciao e boa sorte.
- Mas a coisa é assim tão grave como tentas pintar? Podias só… esquece…
- Até logo!
- Se precisares já sabes… há a Dra. Mónica, fica no 2º andar!
Está o baile armado, a coisa está complicada ali para aqueles lados. Ahahahahah - gargalhada sentida - não consigo parar de rir, não consigo evitar é mais forte que eu, aliás, o que posso eu fazer numa situação destas?! E depois, além da situação é das coisas mais engraçadas que ouvi nos últimos tempos, até estou com vontade de fumar aqui uma cacilhada e comemorar esta alegria, quer dizer não sei se alegria, mas apetece-me comemorar, com uma tequilla bum-bum, quer dizer a mim apetece-me sempre comemorar desde que seja pelo menos por duas boas razões, por tudo e também por nada.
Apeteceu-me

"Há sempre um acordar diferente, em dias diferentes, mas isso não nos torna iguais" Charles de la Folie
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