terça-feira, fevereiro 05, 2008

“Como matei o Ministro”


Como matei o Ministro será apresentado dia 5 de Abril em Lisboa e a 6 de Abril em Santarém –


Este novo romance nasce de um prazer espontâneo – sem artifícios – que surge ao correr da pena e consoante o meu estado de espírito.


Toda a trama narrativa gira em torno de Carlos A., das suas manias, medos, fobias e da sua obsessão em matar o Ministro das Finanças. “...todos os dias, sem se aperceber tem aquele ritual. Ritual sem ritmo e estrambulhado que acontece há tanto tempo que já quase nada importa. Custa ver-se assim, entre a morte e o estrebuchar para a vida. – Só assim se entende o difícil olhar para a rua, ver todas as manhãs a escuridão em que acorda e se levanta. – Difícil resgatar o Sol na penumbra daqueles olhos semi cerrados! Lógico acorda completamente deprimido a pensar naquela profunda solidão em que vai vivendo.


Carlos A. gosta de se deitar a pensar na sua vida danada e condenada, acorda a pensar de forma positiva - na vida danada e condenada.

“....as injustiças aborrecem-no, é uma das coisas que mais o aborrece. Sabe que a culpa não costuma morrer solteira, não costuma culpar ninguém...

- Ninguém não! Há evidentemente uma pessoa… – O Ministro! Ele que o atormenta há anos. O Ministro com a pasta das Finanças. Esse sim, o motivo dos seus pensamentos menos lúcidos – raramente deixa de pensar nele – uma obsessão….”




Carlos trabalha numa repartição de finanças, é um sujeito “...curioso, aquela cabeça nunca pára – apesar do seu ar, gosta de sonhar, é um sonhador nato. De imaginação cruel, cínica, mas hilariante, de um grande sentido de humor, rasgado por vezes de bafos de ódio. …”

Vive num mundo fechado, muito seu, até ao dia em que se apaixona perdidamente por Ana. “……. Não percebia o que se passava com ele. Toda aquela disfunção hormonal era irracional e incompreensível. Afinal Carlos A. estava apaixonado!...”

Esta força arrebatadora, esta paixão acaba por se impor e provocar em Carlos um desejo premente de mudança.

“……Porque não dizes tu o que gostavas que eu mudasse, que eu comprasse?! – segredou-lhe. Fez um sorriso timidamente malicioso e rematou.Gostava que me mudasses.

Ana esperou muito tempo por este dia, não enrubesceu como seria de esperar, simplesmente sorriu. Os seus lábios ficaram vermelho cereja. Os seus olhos ganharam um brilho especial. O seu corpo começou um diálogo sensual, entre a sua imagem e o seu querer. …”



Há um deslizar sob a superfície revolta do nosso quotidiano. A luta diária, a lufa-lufa da grande cidade, a corrupção, o poder do “grand monde”, a degradação de espaços, instituições… deste país à beira-mar plantado, surgem em pequenos flash.

Grandes valores da vida são abordados sem o recurso a um tom moralizante.

Não esqueçamos ainda o prazer dos sentidos, dos comensais, gastronómicos, dos odores inebriantes da nossa fausta cozinha, dos nossos vinhos… coloridos.



“…. Molharam os lábios mais uma vez com aquela dádiva divina, uma criação que por certo passou pelas mãos de Baco. Pareciam ter medo de beber em demasia, com receio que se acabasse ali o momento. Ergueram os copos em direcção ao céu – saudaram-se, no meio de um tilintar de vidro fino. ….”



“…. O vinho corria pelas gargantas qual prazer de quem escuta e sente música. A comida estava excelentemente confeccionada. Não era “nouvelle cuisine”, nem alta cozinha, era a cozinha do possível, por vezes – uma magnífica cozinha! .... Uma pequena delícia acompanhada com uma oferta, um excelente licor de zimbro fresquinho. Tomaram café, sentiam-se bem com eles próprios. … “



“…. Ali, o peixe do rio era famoso, gostoso, temperado segundo tradições antigas que chegavam de terras longínquas. Mas Ana vinha com vontade de comer uma chanfana. A sua falecida avó é que fazia muitas vezes, ela adorava – carne de cabra, velha de preferência, cortada aos pedaços… toda ela enfiada numa caçoila de barro negro. Muita cebola cortada às rodelas, alho, salsa, banha e vinho tinto do melhor que por aí se encontre, temperado por mãos sábias. Depois, num forno de lenha, cozinhar e embebedar a carne a gosto. ….”



Carlos A., Ana C., Alexandre V. são personagens fictícias, mas bem reais nos seus pensamentos, atitudes e desejos.

Terá Carlos a coragem suficiente para pôr em prática o seu maquiavélico plano –, num pequeno sorriso Carlos encontra o que perdeu outrora.





Apeteceu-me

"É preciso acreditarmos nas nossas paixões menos carnais". Charles de la Folie

40 comentários:

Bino disse...

A coisa promete. :)

isa disse...

Como diz o bino "a coisa" promete mesmo, vejo que um dos teus sonhos se vai concretizar, os meus parabéns...quando acreditamos tudo é possível...

Rui Caetano disse...

Este texto tem a sua piada.

maresia disse...

ao tempo........ para vir encontrar os Cure ainda em grande :-)

The F Word disse...

Não sei se ele terá coragem, mas faço votos que sim.

Até lhe empresto um machado que tenho ali na garagem... :)

Ida disse...

Thank you for visiting my blog. I translated your comment. Portoguese is Greek to me.... ;)
Just like Norwegian are for you. LOL.
Beauty and photos are international.
Take care.

Paula disse...

Realmente, acho que já apeteceu (não digo matar)bater no M. das Finanças, a toda a gente!
Então, lá espero por Abril, para ver o livro!
Bjs!

augustoM disse...

Quero aprender a matar ministros, a apresentação parace estar para 5 de Abril, só falta conhcer o locar da demonstração.
Um abraço. Augusto

São disse...

Gostei...e como gostei, fico esperando!
Fique bem!

A.Tapadinhas disse...

Tenho de passar por cá com mais tempo. Não me atrevo sequer a fazer qualquer comentário...
Só te digo que gostei do que li,
ponto.
Abraço.
António

Divinius disse...

OBRIGADO PElO TEU COMENTÁRIO...
Se gostas de voar vai novamente ao meu blogue e coloca o som do teu pc alto...
Fica bem:)

charlotte. disse...

eu sei, eu sei.
mas, só sei ser dramática.

:*

Gi disse...

Que instintos Carlos :)
Se ele não se despacha corre o risco de chegar atrasadopor dois motivos.
1º Alguém antecipar-se (pode não
ser o único com essas ganas

2º Haver nova remodelação ministerial e o alvo já não ser o mesmo (ou é todo e qualquer ministro das finanças? )

;)

Obrigada pela visita ao meu canto
volta sempre

beijinho

Micas disse...

Gostei do que li, promete sem qualquer dúvida. Vou ficar atenta ao lançamento.
Beijos

a Prinçusa disse...

eu adormeço a pensar na vida condenada e danada e acordo a pensar (talvez de forma nao tao positiva..) na vida condenada e danada. nao se devia pensar isso da vida aos 20 anos. enfim...

(o "enfim..." tem me saido mt da boca nestes ultimos tempos.)


bjo*

maria teresa disse...

Sem "É preciso acreditarmos nas nossas paixões menos carnais". Charles de la Folie


duvida...

parabens!

cassamia disse...

olá
vim conhecer-te e ler-te, como sou contra a morte, espero que o carlos tenha pelo menos a coragem de dar umas fortes 'bolachadas' ao 'sinhor' acho que estes 'sinhores' andam todos a precisar de umas fortes bolachadas.´
se o carlos reunir alguma malta e quiserem malhar umas na ministra da educação não deixes de lhe dizer que topo também :)

Tita disse...

Parece-me ser giro :P

Obrigada pela visita ;)

fotógrafa disse...

Obrigada pela visita ao meu condominio...aberto...rsrssr
vou passar por cá mais vezes.
Um abraço

Pong disse...

Ajuda-me a "monopolizar" lisboa ;)

Pong disse...

Ajuda-me a "monopolizar" lisboa ;)

Pong disse...

Ajuda-me a "monopolizar" lisboa ;)

cassamia disse...

DIA DOS NAMORADOS
(um miminho para todas e todos os bloguistas)

Noite sem lua

Um homem pescou uma lua
com uma cana de bambu
num charco da sua rua,
tratando-a logo por tu
para lhe dizer soment:
"sem ti lá no alto,
a noite ficou diferente;
agora não é minha
nem é tua,
é apenas uma noite
sem ter lua.

luis infante
'poemas pequeninos para meninas e meninos'

Rp disse...

Bom fim de semana Carlos!!
Abraços

Natalie Afonseca disse...

Ui! Vai dar bom, sim senhor!!!
:)
Com sempre, uma escrita que eu gosto muito!

Laura disse...

Tou contigo, digo com o sujeito do livro, e com o que escreve, as duas coisas. ajudo no que for preciso, basta mata ratos no café, onde toma o café? onde vive, namora, mora? ehhhh, mas quem não teria gosto nisso, só que nem vale a pena, atrás d eum vem mais meia dúzia, é preciso eliminar esse cargo, essa instituição, essa gente que nos rouba o pão da boca e os dão a quem não precisa, enfim..bora lá...pra quando a reunião?...beijinho...mas é que tanto eu como amigos e conhecidos, tamos todos fod.... com as finanças que só aldrabam mentem enfim...

Amaral disse...

O título é sugestivo e atrai!
O conteúdo promete descartar o descartável...

Tia Concha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tia Concha disse...

Estava a ver que não!

Vou já encomendar!

Parabéns, para juntar ao outro, quando ganhares um Pullitzer ou o Nobel posso dizer: TENHO TUDO

O Anterior está bem protegido, ao lado do meu Casimiro de Brito e do Mário Cláudio, perto do Ivo Machado (tenho tudo)todos devidamente autografados.

O anterior, e o próximo, um dia vão ter a tua chancela!

beijinhos e parabéns

Tia Concha disse...

Mmm... a editora mudou!

Não há crise

Sorrisos em Alta disse...

Votos do maior sucesso para o livro!
(ah, e para o título!!!)
;o)

E obrigado pela visita

parvinha disse...

Não resisti e vim visitar o teu espaço.

Muito agradável, voltarei...

AAA disse...

EU SOU UMA FOLHA EM BRANCO. ESCREVE

f@ disse...

Olá.. Pode por favor... eliminar tb o Primeiro ministro?... e a Ministra da Cultura?

Do pouco que li e gostei vai proporcionar boas leituras...
Beijos

Claudia Sousa Dias disse...

Quero um exemplar!


Beijinho


CSD

isa disse...

Ainda não tinha dito, gosto da capa, um pormenor com a sua importãncia...Ah! Também quero um exemplar...
bjinho

Vera disse...

Gostei do que li....aguardo pelo local e hora...
um abraço...

Fernando Peixoto disse...

Sou descaradamente contra a violência, diria mesmo violentamente contra a violência. Mas a minha costela de médico falhado leva-me a dizer que era necessário que alguns tirassem a tosse a alguns ministros.
Os ministérios são espaços muito insalubres...

FERNANDO PEIXOTO

Carlota disse...

Uma bela ideia para uma história, sim senhor! Que, no fundo, é o mais difícil, não é?
Infelizmente, no início de Abril já não estarei em Lisboa. Mas não me vou esquecer do livro!

Humana disse...

Olá Carlos,
Obrigada pelo convite.
Gostei imenso do que li e quero ler o resto, claro.
Vou ficar à espera do livro nas livrarias e apesar de estar desempregada neste momento, podes ter certeza que o vou comprar!
Gostei muito da forma como escreves e usas as palavras.
Beijinhos e parabéns!Um enorme sucesso é o que te desejo.