domingo, julho 03, 2005

LOUCURA VI

Loucura VI


(...)Nesta altura do campeonato tinha de me começar preparar psicologicamente para o que ai vinha, aquela carta ia dar mesmo muito que falar, apesar de eu andar com vontade de jogar outras cartadas na minha vida. E que cartadas, nem vos passa pel vida tinha uma mão maravilhosa, tinha mesmo Poker, o problema é que soava a batota, porque sabia o jogo de quase todos os jogadores isso podia ser dramático, porque me acho uma pessoa leal e com respeito pelos adversários apesar de pensar que isto não era um campo de batalha.
Havia aqui num prédio uma pessoa que me intrigava, era a Dona Henriqueta, a mãe da Palmira, era uma pessoa um bocado enigmática, sempre com um sorriso nos lábios, nunca dizia não a nada... nem mesmo a filha o que causava uma certa estranheza, não por ser tão branda com a filha, mas por ser assim... não sei como explicar. Ela é uma mulher muito interessante até eu sei ver isso, não sei como se aguenta com o marido lá fora durante tanto tempo, não sei, saber sei, eu até que tenho aqui perto a resposta, ou será que é um massajador facial ? pois porque tenho aqui muitas pacientes não admitem que tem utensílios, do diabo e embelezador, ou recuperador de rugas, ou sei lá que mais, até lá tenho uma miúda que tem 24 aninhos, que quer fazer-me acreditar que tem já marcas do tempo. Mas voltando a enigmática e inefável Dona Henriqueta, ela parece-me uma mulher incrivél, mas... há ai um mas, que me deixa reservas, muitas reservas mesmo, assim como a Palmira há por ali um misto de coisas que me fascinam-me, mas também que me assustam, mas têm um ar que ás vezes me deixam a pensar das minhas opções sexuais. Eu sou como um professor meu dizia: “tu disparas em todas as direcções, és uma predadora e pêras”, começava a acreditar nele.
Mas haviam por ali muitos cenários que eu gostava de olhar com algum agrado, por exemplo o Pilitas com a dona Henriqueta, era um cenário plausível, bastante mesmo ele era um amor de miúdo, uma verdadeira máquina de costura, aquele rabinho para cima e para baixo era uma obra de arte, não tinha problemas da precocidade da coisa, aquilo era de “comer” e chorar por mais, além do mais era empenhado naquilo que fazia um verdadeiro explorador, de prazeres, uma bomba, nem quero pensar nisso. Mas a dona Henriqueta havia de gostar mito, ela que tinha aquelas narinas, notavam-se que era uma “doida” do prazer, mas isto era o meu olho clinico a funcionar, mas que ela tinha todas as características de ser uma verdadeira Deusa da agonia sexual, ai... isso tinha, ai tinha, tinha.
Só via ali um handicap, a Palmira, claro, ela adorava o Vasco, mas era demasiado possesiva para abrir mão do Pilitas, além de seu amigo, confidente, penso que ela tinha o desejo secreto de o levar para uma ilha deserta e servi-lo como sobremesa, de uma refeição que ele acabava por ser também o prato principal.
Bom mas a verdade, é que habitavam por ali alguma “aves” raras, algumas? Bastantes mesmo, isto para não falar do energúmeno que continua a roncar, que nem, já não consigo arranjar adjectivos, para dizer o que penso dele. Havia pelas escadas alguns ruídos estranhos de gente a subir e a descer escadas portas que abriam de um lado, fechavam do outro aquilo, a mim dava-me uma vontade de rir que era obra, eu já estava fresquinha que nem um repolho, aquela ervita caiu-me tão bem que nem consigo descrever, mais as bolinhas chinesas que eu estava a usar, também me davam ur ar de felicidade, ar uma ova, aquilo era mesmo felicidade pura, felicidade incontrolável, o que eu acho piada, é que as sex shops, pareciam serem feitas exclusivamente para os homens, mas 87% dos consumidores e também do compradores eram mesmo mulheres, os homens é que achavam que eram caprichos deles, mas coitados, são tão naifs que até mete dó, mas são felizes. Os homens são felizes, porque pensam que as mulheres são ingénuas, mas a sua falta de cérebro leva-os, a cometer erros crassos, como olham para uma mulher na rua e mandam-lhes um piropo foleiro e pensam logo que foram para a cama com ela, e não sabem que uma mulher manda um piropo a um homem e vai logo para a cama com ele, e pior, conseguimos meter aquela cara 38 que eles nunca percebem o que se passou, e eles metem aquela cara de parvo que até se nota que querem divulgar, logo o seu feito.
É por isso que a maioria das mulheres, amantes, só mesmo homens casados, esses não podem abrir a boca.

Apeteceu-me

"O calor que aperta, alarga-nos a resistência"
Charles de la Folie

35 comentários:

anonymous_person disse...

de la folie

XS disse...

Oube lá, ainda és mais tarado do que eu, carago!!

Wakewinha disse...

Adorei as analogias. Li com tanta atenção para no fim perceber... não é de tua autoria, pois não? =S
Tenho saudades das tuas visitas...
Aparece! ;)

BlueShell disse...

LOL...isso das rugas...tem muito o que se lhe diga!
Gostei!

Mas olha lá, Carlitos...tu abandonaste-me?

jinho, BShell

Agripina Roxo disse...

os homens são felizes. nós mulheres, deprimidas ou histéricas, é justo :) beijinhos

Tovarich Gina disse...

Olha eu também ando à procura do olhos azuis... o rapaz anda desaparecido... nem fala nem nada... tu não o biste? de certeza? :/

O post ali debaixo despertou-me curiosidade... vou até lá

Freddy disse...

Dono de casa desesperado???

Abraço da Zona Franca

mj disse...

fartei-me de sorrir com este post.
beijos

Maria Manuel disse...

Pois é! Como diria uma amiga minha (e diz mesmo!): enquanto houver homens casados não há mulher que precise de passar necessidades.

Nem pareço eu, a dizer uma pessegada destas... mas lá vai! ;)

sylpha disse...

Bem, digamos que eu gosto de saborear estas tuas loucuras...vá-se lá saber porque. A culpa será dos pêssegos ;) Beijinhos :))

MRF disse...

eu só queria saber se viu o Pilitas..., perdi-o de vista...

Henriqueta

MRF disse...

eu só queria saber se viu o Pilitas..., perdi-o de vista...

Henriqueta

MRF disse...

Desculpe, por acaso viu o Pilitas?

Palmira

MRF disse...

EU MATO-TE OH DESGRAçADA! qu'é qu'esta Palmira faz aqui!!!!!

Henriqueta

MRF disse...

Palmira: Ó DA GUARDAAAAAA!

Miguel de Terceleiros disse...

E apeteceu-te bem. há continuação?!

Rosie disse...

Realmente, amantes, mais vale serem casados: ao menos n tem de se levar com os roncos, o bafo de onça matinal e a educação dos putos... LOL
*

patola disse...

Yeah he was blinded by the light. Cut loose like a deuce
Another runner in the night. Blinded by the light
He got down but she never got tight, but he's gonna make it tonight...

xaninha disse...

rosie, concordo contigo. amantes só casados. emprestas-me então o teu marido ou namorado? não me vais dizer que não és casada, nem tens namorado?

Jana disse...

Muito bom o texto.

Obrigada pela visita!

Richie disse...

Falam, falam, falam e não fazem nada... looool

P.S. Ahhh... eu sou casado! ;o)

Abraço Carlos

Malae disse...

E é sempre bom quando te apetece! Que ler-te é sempre um prazer :) Boa semana. Beijinhos grandes. Malae*************

Karen disse...

Oii Carlos, é a 1º vez que venho aki e achei dezz o seu blog e seus comentários, sempre que der eu estarei aki, ok?! Me visite também, será um prazer te receber lá! te aguardo!
Bjus

zezinho disse...

Hum...a música é belissima. Mas lembro-te que o único gajo de olhos azuis sou eu! ihihihih

**WhItE.AnGeL** disse...

Obrigada plea visita e o doce comentário!Que Deus te abenço e que possas acreditar no amor que ainda existe no mundo real!beijinhos e té mais!

Jorge disse...

Oportunamente e com muito gosto o visitarei.
Fiquei muito feliz por saber que mais alguém tem paixão por Bill Evans, músico da minha companhyia quase obcessiva, enquanto escrevo, pinto ou vou vivendo.

Anónimo disse...

oi
obrigada por sua visita!!!
bom texto,muito bom!!!
nunca havia me sentido um pessego,gostei da sensação,além de adorar a música!!!!!
bela semana
beijossssssssss
Márcia(clarinha)
http://brincandocompalavras.weblogger.terra.com.br

Gabriel disse...

As loucuras, enfim, fazem o homem.

António disse...

Obrigado pela visita e pelos comentários.
A cena ocorreu em 1973.
Provavelmente nessa altura não existia a Madame Venetre.
Se for outra vez a Londres (profissional ou particularmente) será, certamente, noutras condições e não irei para um quarto.
Quer dizer...nunca se sabe!
Mas obrigado pela informação.
Abraço

Rogue disse...

Carlos, A saga continua e cada vez esta mais interessante. Já pensaste em publicar? Reserva-me uma Cópia.
Aparece no meu canto pois lancei-te um desafio. 1 Abraço

Bino (Abrupto Sexual) disse...

Depois tenho de passar por aqui com calma. Muito trabalho, muito stress. Um abraço.

disse...

Obrigada pela visita ao meu blog.
Agora devo elogiar seu post e concordo contigo quando dizes que os homens estão equivocados ao pensar que são os verdadeiros conquistadores, quando, na verdade, são vitimas da astúcia feminina!
Bjs.

Lulu on the sky disse...

Obrigada pela sua visita ao blog espero q tenha gostado e volte mais vezes.
Big Beijos

A. Duarte e Lázaro disse...

Cá venho eu para o comentário da praxe acerca dos artigos de opinião do jornalito do olhos azuis (hihihihih).

Ponto1: estou muito chateada sr. Charles!! Então esqueceu-se da sua 3.ª leitora, tão fiel que até o vem sempre comentar e à esposa! Que falta de consideração... não se faz, não senhor.

Ponto 2: ADOREI!!! Está fantástico! Dei umas boas gargalhadas com aquilo. Muito non sense mas também muito sense ao te aperceberes do estado de loucos em que está o mundo. Mas o porta-chaves diz coisas acertadas, afinal todos temos algo de perfeito em nós. Eu são as... ummm... as... as emoções :/(?) bem... não são bem as emoções. serão aS IDEIAS... mmmm... também não... ora bolas alguma coisa há-de ser...

Ponto 3: Teresa, last but not the least (e sabes que se guarda sempre para o fim o melhor - sem ofensa Carlos); excelente, sério, sóbrio, com aquele toque de ironia com que condimentas sempre os teus artigos. De excelência (é de família, está comprovado).

Beijos ao casal.

P.S.: Olha que eu não me esqueci dos almoços que andaram aí a combinar e para os quais não fui convidada... o caril, as sardinhadas... daqui por 15 dias conversamos!!! eheheheh...

Manoel Carlos disse...

As sutilezas conferem verossimilhança à brilhante narrativa.