quinta-feira, abril 21, 2005

(fogo) Cruzado VII

(Fogo) Cruzado VII



(...) Claro que ao domingo melhorava um bocadinho, quer dizer um bom bocado, aliás eu conheci a Susana , a minha rica Susaninha a um domingo, um belo domingo, que resolvi ver como paravam as modas na missa da 11, eu sabia que aquilo por ali era um manancial, ou por outra tinha um potencial, absolutamente incrível, a missa das 11, menina que se prezasse, ia aquela missa. Eu não fui lá bem por causa da Susana, era mais uma amiga dela, que andavam sempre juntas para todo o lado, uma daquelas coisas imperceptíveis para os homens, aquela amizade ou aquelas amizades entre teenagers, teenagers mas femininas, não me lembro que se passasse o mesmo com os homens, com os machos latinos, mas pensava eu aqui com os meus botões, porque eram sempre aqueles segredinhos irritantes, aqueles papelinhos que passavam umas as outras, e porque iam sempre duas à casa de banho, fazia-me espécie, nunca ninguém me explicou o porquê disso, o porquê de irem duas meninas sempre a casa de banho, não têm muita explicação, apesar de já ter perguntado a umas quantas, mas as respostas nunca são satisfatórias, quer dizer as respostas nunca são respostas, porque um - é assim porque é assim , não é resposta para nada, muito menos para um curioso como eu.
Mas as mulheres são mesmo assim, gostam de se tornar enigmáticas, o problema não saberem qual é a definição de enigma, saber sabem se passar numa qualquer telenovela, mas como adivinha, aliás a mulher quer-se tipo adivinha, tipo chegas ai a um encontro e perguntas :
- Adivinha quem vêm jantar ? ( com aquele ar 39 XPTO)

E ela responde-te : ( com aquele ar de cueca amarela)

- Não sei, quem será, conta-me sabes que sou muito curiosa.

E só te apetece responder tipo, olha e sabes quem te vai dar uma “queca”, mas uma pessoa arrisca-se a ouvir uma resposta que não quer tipo, ai que ordinário, ou pior será que é o não sei quanto, por isso é sempre de evitar este tipo de situação com as mulheres para não termos nenhuns dissabores, que nos traumatizem nos 5 minutos seguintes.
Mas eu fui a missa naquele dia , para ver mesmo a amiga da Susana era um pedaço de, nada, nada, nem sequer quero pensar nisso, mas que era um belo naco de fruta (penso que é esse género de conversa que nos dá aquele titulo que “elas” adoram dizer de nós –és um machão).
Era muito bonita, a Maria penso que se chamava Maria, tinha uma boca, ai meu Deus só de pensar nela até me lembro de ir ao Céu, mas porque havia eu de ir ao céu se tinha ali o Inferno tão perto, aliás costumo dizer que fui a jogo e perdi, ou que apostei tudo no branco saiu no preto, queria uma saiu-me a irmã, mas afinal, a Susana não era assim tão má, em nenhum dos aspectos, nem sequer me controlava muito, quer dizer controlar controlava eu é que não deixava, porque haveria de deixar, sim porque havia de ser eu controlado, ela sabia que fumava uma ervita de vez enquanto, muito raramente, ao pé dela claro. Longe dela parecia a chaminé da padaria ali da Rua de cima, mas adiante isto não interessa nada, ela sabia que eu não metia ninguém ali em casa, porque a respeitava muito, claro que a respeito, agora ia lá meter alguém com ela ali em casa, nem tanto a mar, nem tanto à terra, era obvio que gostava dela longe de mim namorar com ela só por namorar, mas que ela era um achata era.
E depois passava a vida a falar da porcaria do casamento, era impressionante em cada 3 palavras 5 eram sobre o casamento, pior que isso, só mesmo a mãe dela, eu em cada 2 palavras 28 eram sobre o casamento, e quando é que eu acabava o curso, e patati, patatá e rebébebéu e rebébébéu, tinha dias que só me apetecia, envia-las para vários sítios e nenhum deles perto, era de doidos. A grande verdade é que eu tinha as minhas coisas, a minha casa, o meu carro, a minha vida e elas ainda queriam mais, por isso é que eu procurava, novos desafios de apenas uma horitas, por vezes podiam ser repetidos, mas nunca mais de três vezes isso trazia dissabores, a experiência dizia-me que á terceira vez já era considerado um abuso ou seja, era namoro, a não ser que fossem casadas, isso já era uma outra história e que história, mas a verdade é que eu gostava da Susana ponto final parágrafo e como, acho, não ia casar com a mãe a coisa estava mais ou menos bem encaminhada, bom eu falei em casar?


Apeteceu-me

"O ciúme além de um sentimento é uma arma de arremesso"

charles de la Folie

9 comentários:

Vênus disse...

Bom dia!
Adorei a música, mas essa história de não sair mais de três vezes com uma mulher que já é namoro?
Quando vc conhece alguém que gosta mesmo quer ver pra sempre, todos os dias, todas as horas mesmo que esse pra sempre seja "infinito enquanto dure" (Já dizia o poeta)
Beijinhos

sonia disse...

ola
estranho tantos defeitos tem a pessoa que namora-mos e vamos casar.:)

Carlos Barros disse...

Bom...deixem-me dizer ´que este texto fax pate já do terceiro capitulo..de uma história que se passa num prédio..hehe
cada capitulo tem a volta de 10 histórias por isso tem uma sequencia, não me batam logo...assim á má fila...
hihiihih

O Micróbio disse...

E agora vais ter de responder á pergunta... casaste ou não?

Carlos Barros disse...

a personagem ou eu???
eu sim a personagem, não sei bem ainda, mas penso que não...

D disse...

A propósito da tua frase Carlos, o namorado de uma amiga minha, proíbe-a de falar com ex-namorados e amigos,gosta de saber por onde anda quando ele não está perto..
Ciúme mais que sentimento, quando exagero, é uma doença.
Quanto ao texto.. mais vale não me repetir :)
Beijo *

Cassiopeia disse...

Obrigada pela tua visita, não sei ainda se percebi as tuas palavras do comentário, mas procurarei "destrinçá-las" melhor. :)
O teu texto é cheio de ritmo - devora-se num instante!
Acho estranha a abordagem daquele que, no final, se revela o tema: o casamento. Acho que não penso nisso há muito muito tempo, mas, quando pensava, era uma ideia muito mais pacífica. :)
Beijos

Vênus disse...

Ah bom! Carlos
Assim seguirei lendo-te pra saber onde vai dar..
BEIJOS

zezinho disse...

Passa lá. Tenho uma coisa para ti.
Abraço cunhadão