sexta-feira, fevereiro 04, 2005

O carnaval que nunca vi

(...) O cheiro a lodo era intenso, mas era compensado pelo magistral envolvimento entre os canais, e aquelas construções medievais, realmente Veneza era precisamente com um dia sonhara.
Estávamos no meio do mês de fevereiro, era a grande festa, o mês da grande festa, era o carnaval de Veneza, o carnaval mais elegante do planeta.
Estava ali toda a sua mística, todo o esplendor de uma cidade, podíamos dizer, até concluir que era um intervalo no tempo, aquela cidade parava durante 2 semanas para observar o luxo, o mistério, o esplendor a extravagancia, aquela ostentação e magnificência, de milhares de personagens que desfilavam pela cidade Sereníssima.
Casanovas, arlequins, condes, condessas e muitos protagonistas disfarçados sob máscaras de inspiração mitológica e nobre brotam pela cidade .
Eu via, descobria mistério em todas as personagens, escondiam-se, seduziam, fugiam pelas praças, ruas e vielas da localidade, depois de olhar sob as mascaras que lhes tapam os rostos, «escondem-se» dentro dos amplos e tradicionais salões dos velhos palácios, e velhos e centenários bordéis.
Veneza que nasceu no século V, que foi uma das Capitais mais importantes e ricas da Europa medieval.
Lembrava-me ainda no dia em que Napoleão, o pequeno grande Napoleão que um dia, fez Veneza sucumbir aos seus encantos bélicos.
Mas aquela Veneza, que eu estava a ver, ali bem no meio da praça de São Marcos, provavelmente a praça mais conhecida do mundo, a par de Tienanmen de má memória.
Dizia eu, rodopiava de braços abertos, naquele magnifico cenário e via no meio do nevoeiro, o campanário, a torre do relógio, o palácio ducal, quase imperceptível, à direita, e os edifícios dos procuradores de São Marcos, parcialmente encobertos por arcadas temporárias, onde eram exibidos os produtos mais apreciados do artesanato veneziano, também conseguia sentir o cheiro a paramento que vinha da Basílica .
Mas diziam-me, sopravam-me murmúrios que aquela praça era linda, decorada para a realização do mais sumptuoso festival de Veneza, a Festa della Sensa. Este acontecimento vivia no Dia da Ascensão a cerimónia de celebração do casamento simbólico entre Veneza e o mar, era a evocação da vitória longínqua que dera à cidade o controlo naval daquele mar muitas vezes desconhecido que se chama Adriático.
Mas era ali, naqueles canais sob um manto negro, que seguia caminho numa gôndola qualquer sem numero, espaço ou tempo, segui viagem para outros mundos para outros carnavais, aquela sedução, aquela gente de repente ficou imóvel, parou.

Apeteceu-me

* Metade destas coisas fui pesquisar e descobrindo em sites porque não conheço Veneza, tabem me lembro de muitas coisas do Tomb Raider.(hihihihih)

7 comentários:

Kal disse...

Nca fui mt de carnaval, ainda mais qd nós, portugueses, com uma certa e tradição de sátira característica da época, insistimos em pôr gajas cm ínicos de celulite vestidas cm uma tanga de berloques e um chapéu de lantejoulas, abanando as peles, na esperança de imitarmos um dia o Carnaval do Rio. Mas o carnaval de Veneza é diferente, acho-o mm mágico, um tanto vitoriano, algo que merece ser visto.

Legna_Fusion disse...

Quem me dera a mim ser uma das muitas pessoas que tem a oportunidade d se embrenhar nesse mundo mágico, ainda mais numa epoca como estas, o carnaval! Apesar de agr já nao lhe achar tanta piada como costumava achar antigamente, continuo a conseguir detectar-lhe uma certa magia (isto pois, excluindo a monotonia em k caiu dpx da mania de tentar imitar o carnaval do Rio d J. - nisso concordo plenamente com o Kal.) Mas por enquanto resigno-me com estes aki d portugal, k até podiam ser piores. Mas enfim... :x
Gostei mt do teu blog, e aproveito desde já para t agradecer o facto de teres visitado e comentado o meu blog, espero k tenhas gostado :)

Micas disse...

Só te faltou um pequeno pormenor! o cheiro! Veneza é linda mas tem um cheiro horrivel, acredita que é verdade ou então tive azar aquando da minha visita!
Beijos e bom fim de semana

A disse...

Itália, Veneza, Cavaleiro da Dinamarca, Palácios, Gôdulas a competir com vaporetos, italianos e piZZA!...E um desejo de passar por Florencia antes de voltar... Veneza a cidade destinada a afundar-se, não é? Quando assim for desejava 'tar lá, no dia do afogamente genocida, dia de carnaval, com uma máscara [para além da máscara da personalidade] quem sabe extasiado a particpar numas dessas orgias de cheiros, cores, erotismo e magias^^

+ um texto excelente! Como consegues? Escrever sempre que te apetece para sair tão bem? :\

Carlos Barros disse...

Micas eu falo no cheiro a Lôdo que lá existe, não é propriamente aquele cheiro nauseabundo, mas não deixa de ser mau, rsrsrs mas como nunca lá estive é meio dificil.
«A» eu escervo, sei lá porque adoro escrever, e lá me vão saindo «estórias» e eu tento desenha-las aqui as vezes saiem outras nem por iosso esta não a acho mt bem conseguida, pelo menos como eu gostava...não a sinto, não sinto a magia nem a segução...
apeteceu-me

Anónimo disse...

Prezado Carlos Barros,
Obrigada pela visita. Também sou do signo de Câncer, mas nasci no ano da Serpente... Já visitei a Itália, mas, como você, não conheço Veneza. Entretanto, comprendi o que quis dizer, em seu texto, a respeito do cheiro.
Meu www.bisbilhotices.blogger.com.br sentiu-se honrado em receber um segundo amigo de Portugal. O primeiro, e único até antes de você vir, é o António Viriato (você encontra os dados dele nos "Comments" dos meus posts).
Espero que, tendo aprendido o caminho, você volte outras vezes. Sempre publico às segundas-feiras (na próxima, não publicarei, volto a publicar na primeira segunda-feira após o Carnaval).
"Apeteceu-me" voltar aqui outras vezes, embora nem sempre o tempo me permita.
António Viriato,no site dele, também tem falado muito sobre as eleições. Espero que vençam os melhores.
Foi um prazer tê-lo entre meus visitantes.
ABRAÇOS,
Bisbilhoteira ("Do outro lado do Oceano", como geralmente diz António Viriato).

virna disse...

carlos,
vim conhecer o seu blog e encontro aqui: veneza.
um abraço,
virna